Questões de Interpretação de Textos – Concurso FGV São Lourenço da Mata

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Desempenho Global
1
Resoluções
19%
Média
Muito difícil
Dificuldade
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  • (...) na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores / construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerando o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores. Desse modo, há lugar, no texto, para toda uma gama de implícitos, dos mais variados tipos, somente detectáveis quando se tem, como pano de fundo, o contexto sociocognitivo dos participantes. Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos e não algo que preexista a essa interação.
    KOCH, Ingedore; ELIAS, Vanda. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2011.

    Com base no texto, é correto inferir que, partindo da concepção interacional de língua, a leitura
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia o relato de uma atividade realizada nos primeiros anos do Ensino Fundamental para responder à próxima questão.


    Primeiramente foi apresentado para as crianças, em um cartaz, o poema “Perguntas e respostas cretinas”, de Elias José. Fizemos a leitura e nos divertimos muito com o poema. Sugeri então à turma que pensassem em palavras que rimassem com seu próprio nome e/ou dos colegas da sala. Fui escrevendo no quadro uma lista de nomes e, à medida em que encontrávamos uma rima, escrevia junto do nome, como por exemplo: Raquel/pastel; Taciana/banana. Depois, levantei uma proposta: “Que tal criarmos um outro poema com os nossos nomes?”. Todos concordaram. Então iniciei: “Você conhece a Taciana?” Eles concluíram: “Aquela que comeu ‘banana’?” Eles ditavam e eu escrevia no quadro, sempre buscando fazer a reflexão. “Como eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Com qual sílaba começa?”, “Com quantas letras eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Quantas vezes eu abro a boca para falar ‘banana’?” “E que letra eu vou botar primeiro?”.


    MORAIS, Artur Gomes de; LEITE, Tânia Maria Rios. In: MORAIS; ALBUQUERQUE; LEAL. (Org.) Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. Adaptado.

    Do ponto de vista da estratégia de alfabetização descrita no relato, avalie se as alternativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

    I. Trata-se de uma atividade que favorece o desenvolvimento da chamada “consciência fonológica”, por meio de reflexões sobre a rima das palavras.
    II. É uma atividade para alfabetizar letrando, que promove o ensino do sistema de escrita alfabética com práticas sociais reais de leitura e escrita.
    III. É uma prática que privilegia o desenvolvimento de habilidades de memória e perceptivo-motoras, como a memorização das letras relativas a cada som e a discriminação formal entre elas.

    As afirmativas são, respectivamente,
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia o relato de uma atividade realizada nos primeiros anos do Ensino Fundamental para responder à próxima questão.


    Primeiramente foi apresentado para as crianças, em um cartaz, o poema “Perguntas e respostas cretinas”, de Elias José. Fizemos a leitura e nos divertimos muito com o poema. Sugeri então à turma que pensassem em palavras que rimassem com seu próprio nome e/ou dos colegas da sala. Fui escrevendo no quadro uma lista de nomes e, à medida em que encontrávamos uma rima, escrevia junto do nome, como por exemplo: Raquel/pastel; Taciana/banana. Depois, levantei uma proposta: “Que tal criarmos um outro poema com os nossos nomes?”. Todos concordaram. Então iniciei: “Você conhece a Taciana?” Eles concluíram: “Aquela que comeu ‘banana’?” Eles ditavam e eu escrevia no quadro, sempre buscando fazer a reflexão. “Como eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Com qual sílaba começa?”, “Com quantas letras eu escrevo a palavra ‘banana’?”, “Quantas vezes eu abro a boca para falar ‘banana’?” “E que letra eu vou botar primeiro?”.


    MORAIS, Artur Gomes de; LEITE, Tânia Maria Rios. In: MORAIS; ALBUQUERQUE; LEAL. (Org.) Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. Adaptado.

    Qual modalidade didática para o ensino de produção de textos pode ser verificada no relato?
  • Um ensino de língua materna comprometido com a luta contra as desigualdades sociais e econômicas reconhece, no quadro dessas relações entre a escola e a sociedade, o direito que têm as camadas populares de apropriar-se do dialeto de prestígio, e fixase como objetivo levar os alunos pertencentes a essas camadas a dominá-lo, não para que se adaptem às exigências de uma sociedade que divide e discrimina, mas para que adquiram um instrumento fundamental para a participação política e a luta contra as desigualdades sociais.
    SOARES, Magda. Linguagem e escola: uma perspectiva social. São Paulo: Editora Ática, 1989.

    Com base no texto, é correto afirmar que a autora
  • 📖 Texto associado
    Atenção! Considere a seguinte proposta de atividade em sala de aula para responder à próxima questão.


    Em grupo, escolham um tema geral (cultura, ciência, esporte etc) e elaborem por escrito três notícias, levando em consideração seus elementos essenciais: o quê, quem, onde, quando, como e por quê. Em seguida, ouçam um noticiário radiofônico. Na introdução, há uma saudação ao público e são mencionados o nome do jornal e as notícias principais? Como o noticiário é finalizado? Nas notícias há mais palavras conhecidas ou desconhecidas? As frases são curtas ou longas? As informações básicas sobre o fato são retomadas ou transmitidas uma só vez? Como é o tom de voz do locutor: sempre o mesmo ou há variação? Ele faz pausas longas ou breves? Depois de analisar o noticiário, retomem as notícias que vocês escreveram para revisá-las, tendo em vista a adequação às características do gênero e a alguns dos elementos observados no noticiário. Para a transmissão do jornal, a turma deve escolher um âncora, que vai abrir e fechar o noticiário, e os repórteres, que apresentarão as notícias. Ensaiem a apresentação das notícias. Observem o tempo de fala. Trabalhem a entonação da voz, destacando as informações principais. Com a ajuda do professor, organizem a transmissão. Como o jornal é oral, o público não poderá vê-la, mas deverá ouvir tudo adequadamente.

    COSTA, C. L.; NOGUEIRA, E.; MARCHETTI, G. Geração Alpha Língua Portuguesa. Ensino Fundamental: anos finais: 6º ano. São Paulo: Edições SM, 2018. Adaptado.
    No que se refere ao ensino de produção de gêneros orais, a proposta de atividade
  • 📖 Texto associado
    Atenção! Considere a seguinte proposta de atividade em sala de aula para responder à próxima questão.


    Em grupo, escolham um tema geral (cultura, ciência, esporte etc) e elaborem por escrito três notícias, levando em consideração seus elementos essenciais: o quê, quem, onde, quando, como e por quê. Em seguida, ouçam um noticiário radiofônico. Na introdução, há uma saudação ao público e são mencionados o nome do jornal e as notícias principais? Como o noticiário é finalizado? Nas notícias há mais palavras conhecidas ou desconhecidas? As frases são curtas ou longas? As informações básicas sobre o fato são retomadas ou transmitidas uma só vez? Como é o tom de voz do locutor: sempre o mesmo ou há variação? Ele faz pausas longas ou breves? Depois de analisar o noticiário, retomem as notícias que vocês escreveram para revisá-las, tendo em vista a adequação às características do gênero e a alguns dos elementos observados no noticiário. Para a transmissão do jornal, a turma deve escolher um âncora, que vai abrir e fechar o noticiário, e os repórteres, que apresentarão as notícias. Ensaiem a apresentação das notícias. Observem o tempo de fala. Trabalhem a entonação da voz, destacando as informações principais. Com a ajuda do professor, organizem a transmissão. Como o jornal é oral, o público não poderá vê-la, mas deverá ouvir tudo adequadamente.

    COSTA, C. L.; NOGUEIRA, E.; MARCHETTI, G. Geração Alpha Língua Portuguesa. Ensino Fundamental: anos finais: 6º ano. São Paulo: Edições SM, 2018. Adaptado.
    Considere os seguintes objetos de conhecimento.

    I. Produção de textos orais: representação de textos dramáticos.
    II. Estratégias de produção: planejamento e produção de textos jornalísticos orais.
    III. Oralização de texto literário.

    Os objetos de conhecimento presentes na proposta de atividade são:
  • Leia o seguinte trecho da transcrição de uma entrevista oral a uma influenciadora digital:

    “O ponto negativo é que eu não tenho estúdio, né? Eu trabalho na minha casa, e toda a estrutura pra gravar vídeo e tal é montada aqui no meu quarto basicamente. Então assim, eu preciso organizar tudo, então um aspecto negativo dessa rotina é isso. Você perde um pouco a questão do que é lazer e do que é trabalho. Tudo de lazer acaba virando trabalho, porque você acaba gravando, tal. E você não tem meio que dia de lazer, tipo, dificilmente eu vou tirar um dia para não fazer nada sobre o canal”.
    Giulianna Bueno Denari, LUZ, CÂMERA E LIKES: o trabalho dos youtubers nas mídias digitais. 2023. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br. Acesso em: 11 jul. 2024.

    Considerando o emprego das variedades linguísticas da língua portuguesa, pode-se afirmar que, na entrevista,
  • 📖 Texto associado
    Atenção! Leia o trecho da obra O alienista (1882), de Machado de Assis, para responder à próxima questão.


    As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.
    — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.
    Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras e demonstrando os teoremas com cataplasmas. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele (...) admirou-se de semelhante escolha e disselho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

    DE ASSIS, Machado. O alienista. Porto Alegre: L&PM, 1998. Adaptado.
    No que se refere ao modo de organização discursiva, é correto afirmar que o trecho é
  • O tempo, como o Mundo, tem dois hemisférios: um superior e visível, que é o passado, outro inferior e invisível, que é o futuro. No meio de um e outro hemisfério ficam os horizontes do tempo, que são estes instantes do presente que imos vivendo, onde o passado se termina e o futuro começa.
    VIEIRA, Pe. Antonio. História do Futuro, vol. 1, 1718. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/. Acesso em 19 jul. 2024

    No trecho, é possível identificar o emprego das seguintes figuras de linguagem:
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão.


    Imperceptivelmente (1977)

    Agora toda essa preocupação com o ano 2000! Só pode ser a velha mania ou superstição da conta redonda.

    Se vocês estão bem lembrados, ao aproximar-se o Ano Mil já se pensava que era o FIM DO MUNDO. Assim mesmo, com todas as letras maiúsculas. Tanto que, para adiantar serviço, muitos se mataram antes. Como exemplo, eis um ponto em que hoje todos estão concordes: o famoso Século XIX só foi terminar em 1914. E parece que o danado só começou depois da batalha de Waterloo...

    Pois não é que uma dessas entrevistadoras veio indagar de mim um dia destes se estávamos no fim de uma Era?! Não sou nenhum Nostradamus, de modo que vaticinei — menos obscuramente que este — que nunca se saberá, nunca se notará, nunca se verá o fim de coisa nenhuma. E isto simplesmente porque a vida é contínua. Não uma projeção imóvel de slides, mas o desenrolar de um filme em câmara lenta.

    E a transformação da face do mundo é como a transformação da cara da gente, que muda tanto durante toda a vida — mas que, dia a dia, de ontem para hoje, de hoje para amanhã, sempre nos parece a mesma cara no espelho. Deixemos, pois, o Ano Dois Mil chegar imperceptivelmente como um ano qualquer.

    QUINTANA, Mario. A vaca e o hipogrifo. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2012.

    Assinale a alternativa que apresenta informação correta a respeito dos elementos linguísticos do texto.
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia a crônica para responder à próxima questão.

    Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e li avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e os quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.

    Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis.

    O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.

    LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Adaptado.

    Assinale a alternativa em que a palavra ou expressão em destaque pode ser corretamente substituída por aquela entre parênteses, sem prejuízo da correção gramatical da frase e do sentido original.
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão.

    Com um estilo calculadamente racional e enxuto de subjetividade, João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nunca pretendeu desnudar a própria vida em seus poemas.

    Nascido em Recife, nos braços de uma família pertencente à elite açucareira, repleta de bacharéis e advogados, João Cabral passou a infância nas paisagens de engenhos das cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Antes de se entregar à poesia, sonhou com o futebol profissional e foi um craque juvenil. No final da adolescência, frequentou a vida intelectual do Recife e depois partiu para o Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, que se tornaria seu grande amigo e referência. Foi lá também que publicou o primeiro livro, A pedra do sono, em 1942.

    Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito da prestigiosa Faculdade do Recife, não frequenta nenhuma universidade. Após breve passagem pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), passa a integrar o quadro de diplomatas brasileiros, a partir de 1946, um ano depois de publicar O engenheiro. Faz assim da diplomacia sua carreira, com estabilidade para se dedicar à poesia e possibilidade de conhecer outras culturas.


    PRADO, Luiz. Biografia entrelaça vida e obra de João Cabral de Melo Neto. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em 21 jul. 2024. Adaptado.

    No que se refere aos tipos de coesão presentes no texto, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

    ( ) Há coesão por elipse em “Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito”.
    ( ) Há coesão pelo emprego de palavras do mesmo campo semântico , como “açucareira” e “engenho”; “futebol” e “craque”.
    ( ) Há coesão sequencial por meio de operadores lógicos que estabelecem relações de conclusão em “Após breve passagem pelo Departamento” e “Faz assim da diplomacia sua carreira”.

    As afirmativas são, respectivamente,
  • 📖 Texto associado

    Atenção! Leia o texto para responder à próxima questão.

    Com um estilo calculadamente racional e enxuto de subjetividade, João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nunca pretendeu desnudar a própria vida em seus poemas.

    Nascido em Recife, nos braços de uma família pertencente à elite açucareira, repleta de bacharéis e advogados, João Cabral passou a infância nas paisagens de engenhos das cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Antes de se entregar à poesia, sonhou com o futebol profissional e foi um craque juvenil. No final da adolescência, frequentou a vida intelectual do Recife e depois partiu para o Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, que se tornaria seu grande amigo e referência. Foi lá também que publicou o primeiro livro, A pedra do sono, em 1942.

    Sem interesse em ocupar posições tradicionais das elites, tais como as proporcionadas pelo curso de Direito da prestigiosa Faculdade do Recife, não frequenta nenhuma universidade. Após breve passagem pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), passa a integrar o quadro de diplomatas brasileiros, a partir de 1946, um ano depois de publicar O engenheiro. Faz assim da diplomacia sua carreira, com estabilidade para se dedicar à poesia e possibilidade de conhecer outras culturas.


    PRADO, Luiz. Biografia entrelaça vida e obra de João Cabral de Melo Neto. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em 21 jul. 2024. Adaptado.

    Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, sinônimos das palavras “calculadamente” e “prestigiosa”, sem prejuízo do sentido que elas apresentam no texto.
  • Qual frase faz uso de linguagem conotativa?
  • Leia o texto:
    Uma boa aula é, pois, uma experiência orientada para o envolvimento do aluno em processos mentais de observação, análise, comparação, síntese, dentre outros processos realizados mediante o compartilhamento de ideias com colegas, comunicação interpessoal e reflexão voltados para a resolução de problemas, para a interpretação de informações, para o desenvolvimento de conceitos e para a identificação de perspectivas. Essas experiências, que necessitam ser realizadas de maneira dinâmica e, portanto, mediante metodologia interativa, flexível e aberta, precisam ser muito bem planejadas, para evitar improvisos e perda do foco. Estratégias para o envolvimento dos alunos, estratégias de equilibração e maximização do uso do tempo, previsão de dificuldades e de alternativas para superá-las, são, portanto, aspectos levados em consideração no planejamento e na implementação das ações pedagógicas.
    LÜCK, Heloísa. Gestão do processo de aprendizagem pelo professor. Rio de Janeiro: Vozes, 2019, p. 33. Adaptado.

    A ideia central do texto enfoca
  • Leia a sinopse do filme indiano “Como estrela na Terra: toda criança é especial” (Índia, 2007) e responda à questão.
    No filme “Como estrela na Terra: toda criança é especial” (Índia, 2007), é contada a história de um garoto indiano de 8 anos de idade, Ishaan, que apresenta dificuldades de aprendizagem. Em sua primeira escola, é tratado, por um professor, como incapaz e preguiçoso. Colocado em um internato, o menino sofre por não atender às expectativas dos pais e mestres. Contudo, sua situação muda quando um professor passa a desenvolver práticas pedagógicas mais lúdicas e a observá-lo com mais atenção. Ao notar que Ishaan se recusa a participar das atividades, o educador não o reprime, pelo contrário, passa a avaliá-lo em suas dificuldades de leitura e escrita. Busca, nesse contexto, um padrão. Notando-o inteligente, criativo e disléxico, o professor informa ao diretor da instituição e à família do garoto sobre seu problema e desenvolve um projeto diferenciado que utiliza ferramentas e espaços alternativos, para auxiliar Ishaan. Com o tempo, melhoram seu desempenho e autoestima, principalmente, ao vencer uma competição de melhor pintura da escola.

    A partir dessa sinopse, é correto concluir que o menino Ishaan
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