Questões de Libras para Tradutor e Intérprete - CESGRANRIO

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  • O atendimento educacional a alunos com surdocegueira requer uma série de formas comunicacionais alfabéticas e não alfabéticas.

    Dentre essas formas, há o Tadoma, que se caracteriza pela utilização de

  • Para a garantia de acessibilidade linguística num dado evento em que conta com a participação de uma pessoa surdocega, os organizadores devem, primeiramente, procurar:
  • O Imperador D. Pedro II, em viagem no ano de 1876, visitou uma instituição de educação de surdos registrando as seguintes impressões:

    Neste belo estabelecimento perfeitamente colocado e com 150 acres de terreno onde os alunos trabalham, saem deles bacharéis em letras ou ciências. Metade deles articula e fala melhor ou pior. Resolvem equações algébricas, discorrem por escrito na pedra perfeitamente expondo um a teoria dos eclipses e outro traduzindo falando Horácio e uma passagem das Catilinárias mostrando saber bem o latim. O diretor é filho de uma pessoa que aprendeu em Paris com abbé Sicard. Casou com uma de suas discípulas surda-muda que é a mãe do diretor e a qual me deu uma hera que eu plantei perto da escada do estabelecimento. Fiquei encantado da visita.

    Disponível em:<https://www.maxwell.vrac.pu-rio.br/13970/13970

    5.PDF> Adaptado. Acesso em 06 de ago. 2019.

    A instituição a que se refere o Imperador é

  • O método oral e os métodos mistos são abordagens educacionais na área da surdez.

    O método oral e os métodos mistos, respectivamente, são historicamente identificados como

  • O livro Reduction De Las Letras, Y Arte Para Ensenar a Ablar Los Mudos, considerado a primeira obra conhecida sobre educação de surdos, foi publicado no
  • O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, Libras, em 2002, como meio legal de comunicação e expressão, e sua regulamentação em 2005, foi fruto de uma longa luta política por parte da comunidade surda. Um marco político que acelerou esse reconhecimento foi a publicidade do documento intitulado “A EDUCAÇÃO QUE NÓS SURDOS QUEREMOS”.

    Esse documento foi elaborado no contexto do V Congresso Latino-americano de educação bilíngue para surdos, que foi realizado no ano

  • No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por um dos povos indígenas do Brasil. Esse povo é denominado:
  • No livro Implante Coclear: normalização e resistência surda encontramos a seguinte afirmação:

    (...) vejo os sujeitos surdos em sua constituição social, cultural e linguística. Isso significa que parto do entendimento de que o sujeito surdo não possui uma natureza dada que o determine como anormal, deficiente, etc. Qualquer representação surda é uma invenção cultural que pode ser determinada por distintos discursos, sejam eles de base clínica, psicológica, pedagógica, religiosa, linguística, entre outros. Posiciono-me dentro de um campo de saber que entende os sujeitos surdos como pertencentes a uma comunidade linguística e cultural distinta.

    REZENDE, Patrícia Luiza Ferreira. Implante Coclear: normalização e resistência. Curitiba, PR: CRV, 2012.

    Qual é a concepção de surdez expressa no texto acima:

  • No ano de 2013, o Instituto Nacional de Educação de Surdos criou um canal de televisão denominado TVINES que conta com uma grade de programação variada. Essa importante conquista da comunidade surda brasileira caracteriza-se por uma série de inovações.

    Entre essas inovações, podemos destacar a(o)

  • Em decorrência da Lei nº10.435/2002 e do Decreto nº 5.626/2005, foram criados cursos de formação em graduação na área da surdez em todo o Brasil. Recentemente, o Instituto Nacional de Educação de Surdos inaugurou o curso de
  • O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacar a ideia de “normalização da surdez”.

    Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear

  • “O intérprete educacional é importante para que o aluno tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto, é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros” LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163- 184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf
    Está de acordo com o modo de conceber a atuação do intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é
  • “Em outubro de 1898, voltamos a Boston. Por oito meses o Sr. Keith me deu aulas cinco vezes por semana em períodos de cerca de uma hora. Ele explicava todas as vezes o que eu não entendera na aula anterior, determinava novo trabalho e levava para casa com ele os exercícios de grego que eu fizera durante a semana na máquina de escrever, corrigia-os completamente e devolvia. Desse modo, minha preparação para a faculdade continuou sem interrupção. Eu achava muito mais fácil e agradável ser ensinada sozinha do que ter aulas na turma. Não havia pressa nem confusão. Meu professor tinha muito tempo para explicar o que eu não entendia, portanto eu avançava mais rápido e fazia um trabalho melhor do que na escola.” Disponível em:<https://www.defi cienciavisual.pt/r-HistoriaDaMinhaVida-HelenKeller.htm>. Acessado em: 07 ago. 2019.
    O texto acima foi retirado do livro A História da Minha Vida, escrito em 1905, pela americana Helen Keller, que ficou surdocega aos oito meses de vida. Pensando na educação de surdocegos, observa-se que, no Brasil,
  • A escola deve preocupar-se não apenas com a identidade surda do aluno, mas, também, com outras identidades manifestadas pelos sujeitos. A identidade surda é apenas uma delas; existem as identidades voltadas ao gênero, à cor, à raça, etc.

    Uma afirmação que corresponde a esse modo de conceber a identidade é:

  • A inclusão de crianças e jovens surdos nos contextos educacionais demanda experiências linguísticas e culturais plenamente acessíveis.

    Para que essa demanda seja efetiva e amplamente contemplada, é necessário que o poder público se comprometa com a

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