Agente de Segurança Patrimonial - Português - NCE - Eletrobrás

Simulado com questões de prova: Agente de Segurança Patrimonial - Português - NCE - Eletrobrás . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
153
Resoluções
41%
Média
Difícil
Dificuldade
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  • 📖 Texto associado
    SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo

    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “Tem gente que nem pensa nisso”. O pronome DESTACADO se refere:
  • 📖 Texto associado
    SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo

    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    O item em que a substituição do termo DESTACADO NÃO é feita de forma adequada é:
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    SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo

    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema?” A pergunta final desse segmento:
  • 📖 Texto associado
    SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo

    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    "Telefonema", como mostra o texto, é uma palavra do gênero masculino. O vocábulo abaixo que é feminino é:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida”; a “expectativa” referida no texto é a de que:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    O trecho entre parênteses no segundo parágrafo – que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue – tem a função de:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “...porque errou a colocação do pronome”; a frase abaixo em que ocorre erro na utilização de pronomes, segundo a norma culta da língua, é:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    Como se pode ver no texto, o verbo "xingar" é grafado com "X"; o vocábulo abaixo que NÃO deve ser grafado com essa mesma letra é:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “-Ahn, sim, bom, mmm...”; essas palavras indicam, por parte de quem é atendido pela secretária eletrônica:
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    O teste definitivo para você saber se você está ou não
    integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
    você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
    máquina.
    Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
    eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
    apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
    é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
    máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
    funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
    pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
    secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
    estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
    que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
    a mensagem.
    É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
    telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
    gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
    travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
    Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
    - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
    O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
    medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
    volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
    Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
    eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
    precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
    mensagem porque errou a colocação do pronome.
    Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
    limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
    - De Augustín Lara...
    E gravam um bolero.
    Talvez seja a única atitude sensata.
    “Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue...”; a forma verbal abaixo que, por não apresentar uma forma correta de presente de subjuntivo, NÃO poderia substituir as formas "telefone" ou "xingue":
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COMENTÁRIOS (6)

  • Vivian Cristine Assunção  Alfredo
    Vivian Cristine Assunção Alfredo
    07/04/2012 • 17:35
    Errei bobeira =/
    E o texto é super legal.
  • Joao Victor da Silva Lima
    Joao Victor da Silva Lima
    28/10/2012 • 14:33
    70% Razoável, não entendi a utima questão...
  • Valéria Aires
    Valéria Aires
    01/12/2012 • 23:48
    Errei duas... a parte interpretativa. Texto bem legal.
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    25/12/2012 • 14:15
    A última questão é complicada.

    Mais uma gabaritada! :D
  • Jose Pedro Pereira Filho
    Jose Pedro Pereira Filho
    26/12/2013 • 20:50
    70 % tenho que melhorar
  • RODRIGO FREITAS DE BARROS
    RODRIGO FREITAS DE BARROS
    21/04/2014 • 20:46
    achei difícil mas estou melhorando !
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