Técnico Assistente de Procuradoria - Português - PGE

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Médio
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  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Anthony Giddens chama a atenção para o "novo risco do risco." (5o parágrafo)

    De acordo com o texto, é correto entender a expressão grifada acima como o resultado
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Infere-se corretamente do texto que
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    A partir da questão acima, o autor constata que
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    A expressão cujo sentido está transcrito corretamente em outras palavras é:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Considere as afirmativas abaixo a respeito do texto:

    I. No 1o parágrafo aponta-se um tipo de conhecimento
    indispensável ... para entender o
    conjunto das coisas, que constitui o assunto
    principal do 2o parágrafo.

    II. O 4o parágrafo apresenta caráter didático, necessário
    ao entendimento do que se desenvolve no
    parágrafo seguinte.

    III. O último parágrafo, como conclusão pertinente ao
    contexto, retoma o que foi afirmado no 1o.

    Está correto o que se afirma em
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, no que é dito em:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Ambos os verbos DESTACADOS estão corretamente flexionados na frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Considere o emprego de pronomes no 5o parágrafo do texto. Está INCORRETO o que se afirma em:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
    Todas as palavras estão escritas corretamente na frase (não estão sendo consideradas as alterações que passaram a vigorar recentemente):

COMENTÁRIOS (11)

  • Jailma Barbosa de Almeida
    Jailma Barbosa de Almeida
    05/02/2012 • 13:48
    Apesar de um bom resultado, achei dificil.
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    25/12/2012 • 13:24
    Essa deu trabalho, mas foi gabaritada com êxito!
  • Dailon Mafra
    Dailon Mafra
    08/02/2013 • 11:59
    Quatro erros, mas serviu para observar as minhas necessidades de melhoria!
  • Railson  Santos
    Railson Santos
    25/06/2013 • 16:38
    Errei apenas duas , mas realmente o texto está bem complexo

  • maria zilda costa
    maria zilda costa
    08/03/2014 • 12:31
    Errei 3 por falta de atenção! Prova boa!!
  • mateus sousa almeida do nascimento
    mateus sousa almeida do nascimento
    18/05/2014 • 10:51
    Texto enorme. Questões bem chatinhas. Um ótimo texto para teste.
    80%.
  • jeferson da silva dos santos
    jeferson da silva dos santos
    30/05/2014 • 23:41
    textos longos são difíceis , mais fui BOM
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    25/10/2014 • 15:33
    putz!!! por uma cara! excelente prova bem trabalhosa.
  • Marcus Almeida
    Marcus Almeida
    28/01/2016 • 11:55
    Delícia de prova, cara. 100%
  • Pablo Rolim Remigio
    Pablo Rolim Remigio
    10/04/2016 • 15:45
    Ótima prova,errei apenas três por pura flata de atenção,de não ter relido as questôes.
  • paulo jose da Silva
    paulo jose da Silva
    12/04/2016 • 17:15
    Acertei 9 mesmo colando!

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