Técnico Administrativo - Português - MPU - FCC - ii

Simulado com questões de prova: Técnico Administrativo - Português - MPU - FCC - ii . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


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    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    A observação de uma aranha e sua teia levam o cronista a tratar
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de frase ou expressão do texto em:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Estabelece-se, no primeiro parágrafo, uma comparação direta entre estes dois elementos:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    A concordância verbal está plenamente respeitada na frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva é:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Está clara, coerente e correta a redação da seguinte frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:
  • 📖 Texto associado
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    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    A expressão "com que" preenche corretamente a lacuna da seguinte frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Está inteiramente correta a pontuação do período:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Quando a aranha tece sua teia, ela "faz sua teia" com fios muito finos, de modo que os insetos não "vêem esses fios", e não conseguem desvencilhar-se "desses fios".
    Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo- se os elementos DESTACADOS, respectivamente, por
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do PLURAL para preencher corretamente a lacuna da frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    É preciso corrigir a redação da seguinte frase:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Justifica-se o uso do sinal de crase apenas em:
  • 📖 Texto associado
    Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
    seguinte.

    A propósito de uma aranha

    Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
    os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
    sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
    e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
    para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
    resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
    em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
    franguinho. Sua morte, vida nossa.

    Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
    além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
    alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
    arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
    quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
    processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
    estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
    calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
    do vento? Sua morte, vida nossa.

    Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
    geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
    ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
    perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
    pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
    com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
    malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
    misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
    na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
    boa alma tomará partido entre duas mortes.

    A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
    primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
    eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
    trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
    nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
    cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
    escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
    natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
    fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
    de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
    teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
    natureza está a todo momento explicando suas verdades para
    nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
    acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

    (Virgílio Covarim)
    Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:

COMENTÁRIOS (14)

  • GIANFRANCESCO R.SIQUEIRA
    GIANFRANCESCO R.SIQUEIRA
    16/03/2011 • 16:00
    no final já cheguei cansado. Conseguiram complicar onde parecia não se possível.Mérito da banca.
  • Beatriz Onishi
    Beatriz Onishi
    29/03/2011 • 22:58
    A questão numero 4 está com o gabarito errado. A letra A não está respeitando a concordancia verbal pois: banana,laranja e batata formam mais de um elemento os verbos deveriam estar no plural
  • narcelio brito
    narcelio brito
    12/11/2011 • 22:15
    Na questão 4... Nenhum ... escolheria
  • denis lourenco crispim
    denis lourenco crispim
    13/11/2011 • 00:05
    na questão 4 nem... nem... pode ser posto no plural ou singular.
    é facultativo.
  • Ana Paula Martorelli
    Ana Paula Martorelli
    29/01/2012 • 21:04
    Preciso estudar mais!!! errei questões por falta de atenção!!! mas valeuuu...
  • Raquel R S G
    Raquel R S G
    30/01/2012 • 21:05
    Tiro o chapéu pra essa banca!Sempre tive facilidade em português mas essas provas estão me surpreendendo...na verdade,estou assustada!
  • Roberta rattes
    Roberta rattes
    02/03/2012 • 12:10
    Alguém me explica a 13?
  • diones perez farinelli castilho
    diones perez farinelli castilho
    04/10/2012 • 02:06
    em minha conclusão as questões transcorridas trás muito a desejar para o leitor, o fácil entendimento. muito complexo..
    thau
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    31/12/2012 • 13:51
    Acertei 12 de 14, prova complicada...
  • Carla Jaqueline
    Carla Jaqueline
    26/03/2013 • 16:10
    Um pouco complicada estas questões.
  • thiago messias de souza andrieta
    thiago messias de souza andrieta
    15/05/2013 • 11:05
    questão 13

    assistir no sentido ver e vti e a luta é do genero femenino, logo

    assiste a + a luta

    fusão de A preposição mais A artigo = À
  • Tamiris Damiao Machado
    Tamiris Damiao Machado
    16/07/2013 • 00:01
    errei só uma, gostei do simulado
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    01/10/2014 • 15:52
    13 de 14 MUITO BOM!. MAS PRA MIM FOI GABARITADA, PORQUE EU MARQUEI A CORRETA E TECLEI AS SETAS DE DIREÇÃO PARA DECER A PÁGINA E ACABOU MARCANDO "LETRA E"...HUSHUSHU DROGA!!! 13 PONTOS PERDIDOS!
  • Adriana Alves
    Adriana Alves
    02/06/2015 • 13:14
    Gostei das questões. Têm um certo grau de dificuldade, mas são bastante lógicas.

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