Técnico Administrativo - Português - BNDES

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  • 📖 Texto associado
    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    No Texto II, a excelência do homem caracteriza-se como sendo seu(sua)
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    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    Em relação especificamente ao ser humano, o melhor conceito de virtude é um(a)
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    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    Segundo o Texto II, o bem que se identifica com a virtude é o que se caracteriza como sendo um(a)
  • 📖 Texto associado
    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    Na passagem “Assim a virtude de um remédio é tratar,” (l. 2), o conector destacado só pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:
  • 📖 Texto associado
    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    Considere os destaques retirados do Texto II e a indicação de sua classe gramatical:

    I - “...que o distingue dos animais,” (l. 6-7) – pronome
    pessoal oblíquo átono
    II - “ou seja, a vida racional.” (l. 7) – adjetivo.
    III - “...uma disposição adquirida de fazer o bem.” (l. 22-23)
    – advérbio.
    IV- “...e com os outros.” (l. 28) – pronome indefinido

    Estão corretos APENAS os destaques/classes gramaticais
  • 📖 Texto associado
    Texto II

    O que é uma virtude


    O que é uma virtude? É uma força que age, ou
    que pode agir. Assim a virtude de um remédio é tratar, a
    virtude de uma faca é cortar... e a virtude de um homem?
    Se todo ser possui seu poder específico,
    perguntemo-nos qual é a excelência própria do homem.
    Aristóteles respondia que é o que o distingue dos animais,
    ou seja, a vida racional. Mas a razão não basta:
    também é necessário o desejo, a educação, o hábito, a
    memória... O desejo de um homem não é o de um
    animal, nem os desejos de um homem educado são os
    de um selvagem ou de um ignorante. Toda virtude é, pois,
    histórica, como toda humanidade, e ambas, no homem
    virtuoso, sempre coincidem: a virtude de um homem é o
    que o faz humano, ou antes, é o poder específico que
    tem o homem de afirmar sua excelência própria, isto é,
    sua humanidade.
    A virtude é uma maneira de ser, mas adquirida e
    duradoura; é nossa maneira de ser e agir humanamente,
    nossa capacidade de agir bem.
    “Não há nada mais belo e mais legítimo do que o
    homem agir bem e devidamente”, diz Montaigne.
    A virtude é uma disposição adquirida de fazer o
    bem. É preciso dizer mais, ela é o próprio bem, em
    espírito e em verdade. Não o Bem absoluto, não o Bem
    em si, que bastaria conhecer. O bem não é para se
    contemplar, é para se fazer.
    Assim é a virtude: é o esforço para se portar bem
    na relação consigo e com os outros.
    A virtude pode ser ensinada, mais pelo exemplo,
    do que pelos livros. Mas, por que ler a seu respeito?
    Para tentar compreender o que deveríamos fazer ou
    ser, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o
    caminho que daí nos separa de sua realização.

    SPONVILLE, André Comte. O pequeno tratado das grandes
    virtudes. Ed. Martins Fontes. 1999 (Fragmentos do Preâmbulo)
    Assinale a passagem cuja forma verbal destacada é impessoal.
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COMENTÁRIOS (8)

  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    18/12/2012 • 20:49
    67%, dá pra melhorar...
  • JULIO CESAR CARDOSO COSTA
    JULIO CESAR CARDOSO COSTA
    29/12/2012 • 19:36
    67% Prestando atenção é possível melhorar.
  • joelco torres de sa
    joelco torres de sa
    11/09/2013 • 23:03
    83%, se não fosse um vacilo na questão 5.
  • rodrigo paoiva
    rodrigo paoiva
    15/07/2014 • 19:43
    Gabaritei, mas as questões de interpretação merecem uma atenção maior, foco.
  • Bruna vitorino
    Bruna vitorino
    14/01/2015 • 21:28
    83% Você acertou 5 de 6 questões. Muito bom, errei a penas um que foi a de interpretação a 3.
  • Demetrius Augusto Figueiredo
    Demetrius Augusto Figueiredo
    09/02/2015 • 09:08
    As questões de interpretação são as mais difíceis. A segunda questão por exemplo tem uma dúbia interpretação. O texto diz "A virtude é maneira de ser".
  • Rudimar Antônio
    Rudimar Antônio
    13/02/2017 • 10:15
    Na 3 a interpretação é muito Subjetiva.
  • Aline Barreto
    Aline Barreto
    08/03/2024 • 11:23
    Bom acertei 5 de 6 está ótimas as perguntas
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