Técnico Administrativo - Português - BNDES - ii

Simulado com questões de prova: Técnico Administrativo - Português - BNDES - ii . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
107
Resoluções
42%
Média
Difícil
Dificuldade
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  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    No Texto I, a passagem em que o narrador faz referência velada aos efeitos causados por sua atividade profissional é
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    “Está certo, o único exercício físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não todas as notas, mas acho que estou contribuindo razoavelmente para a minha própria eternidade.” (l. 7-10)

    Na linha argumentativa do texto, o período acima caracteriza- se, semanticamente, como um(a)
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    A passagem que é uma interferência do narrador e apresenta um toque de humor é
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Considerando as idéias do Texto I, a relação estabelecida entre a expressão e a condição de vida humana (finita / infinita) está INCORRETA em
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Em relação às ideias do Texto I, no que se refere à pretensão do narrador-personagem, qual afirmativa NÃO procede?
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Em “...para me manter honesto,” (l. 5-6), o verbo destacado é conjugado do mesmo modo que o verbo ter. O verbo que NÃO se flexiona com base na conjugação do verbo ter é
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Nas frases extraídas do Texto I, o conector destacado NÃO apresenta a idéia corretamente indicada em
  • 📖 Texto associado
    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Nas orações a seguir, a que, sintaticamente, "DIFERE" das demais é
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    Texto I

    Para sempre

        Você eu não sei, mas o meu plano é viver para
    sempre. Reconheço que o sucesso do plano não depende
    só de mim, mas tenho feito a minha parte. Cortei o pudim
    de laranja, dirijo com cuidado, procuro não provocar
    impulsos assassinos nos leitores além do necessário para
    me manter honesto, não vôo de ultraleve e não assovio
    para mulher de delegado. Está certo, o único exercício
    físico que faço é soprar o saxofone, e assim mesmo não
    todas as notas, mas acho que estou contribuindo
    razoavelmente para a minha própria eternidade.
    E sempre que leio sobre experiências como essa da
    célula-mãe com a qual, um dia, construirão artérias novas
    para a gente por encomenda, fico reconfortado: a ciência
    também está fazendo a sua parte no meu plano. Já
    calculei que, se conseguir agüentar por mais 65 anos,
    poderei ser refeito em laboratório dos pés à cabeça. Incluindo
    o tecido erétil. Onde será que a gente se inscreve?
         A vida eterna nos trará problemas, no entanto, e
    não vamos nem falar no pesadelo que será para os sistemas
    previdenciários. A finitude sempre foi uma angústia
    humana, mas também um consolo, pois nos desobriga
    de entender a razão da existência. A idéia religiosa da
    vida depois da morte é duplamente atraente porque nos
    dá a eternidade sem a perplexidade, já que é difícil imaginar
    que as indagações metafísicas continuarão do outro
    lado. Lá, estaremos na presença do Pai, reintegrados
    numa situação familiar de idílica inocência, definida como
    a desnecessidade de maiores explicações. Não teremos
    de especular sobre como tudo isto vai acabar porque tudo
    isto nunca vai acabar. Já na eternidade sem precisar morrer
    a angústia da finitude é substituída pela angústia da
    incompreensão infinita. Estaremos nesta ridícula bola magnética,
    com nossos tecidos renovados, olhando para as
    estrelas e perguntando como e por que - para sempre.
        Não interessa. Vou batalhar por mais 65. Quem
    nos assegura que neurônios desenvolvidos em
    laboratório não virão com todas as respostas?

    VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Globo. Rio de Janeiro, 27 nov. 2001.
    Nas passagens apresentadas a seguir, o comentário gramatical está correto em
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COMENTÁRIOS (8)

  • hayanne
    hayanne
    27/01/2013 • 14:19
    meu desempenho foi considerado bom, mas não sufuciente.
  • Danilo Rebello Neves Santos
    Danilo Rebello Neves Santos
    18/02/2013 • 20:32
    44%, preciso estudar mais!!
  • Luiz Clayton de Sousa
    Luiz Clayton de Sousa
    23/04/2013 • 15:17
    poderia ter acertado 7 questões mais apaguei.
  • Renato Silva
    Renato Silva
    30/09/2013 • 20:37
    essa é para colocar o rabo entre as pernas e voltar para os livros...karaka!!
  • Higor Ricardo
    Higor Ricardo
    02/10/2013 • 15:49
    Essa foi "da pest* pra dentro". Bixiga simulado ruim da gota.
  • JUAN MENDES
    JUAN MENDES
    30/07/2014 • 16:02
    Pow de 9 acertei 7 pensei que ia acerta somente 3 se isso aí é médio o superior é grau MBA em Harvard !
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    21/09/2014 • 15:04
    Você acertou 8 de 9 questões. Muito bom
    MEU IRMÃO AINDA NÃO ACREDITO QUE ERREI ESSA ÚLTIMA.....ERA PRA GABARITAR!!!HUHUSHS
  • Paulo Alberto Sampaio Santos
    Paulo Alberto Sampaio Santos
    29/03/2016 • 16:09
    O nível desse simulado deveria ser SUPERIOR, essa foi de te enfiar sua cara nos livros com força.
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