Analista Judiciário TRT PR - Português

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Desempenho Global
70
Resoluções
40%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    Ao refletir sobre a relação entre ciência e religião, o autor defende a seguinte convicção:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    Atente para as seguintes afirmações:

    I. No 2º parágrafo, afirma-se que a ciência fundamentou o papel de Deus como criador do universo, ao negar seu papel de interventor na natureza.

    II. No 3º parágrafo, evidências científicas, como a de que o mundo tem muito mais que 7.000 anos, são lembradas para contestar o que apregoam certas crenças.

    III. No 4º parágrafo, identifica-se nos mistérios do universo a fonte de um temor que tanto pode assaltar um cientista como a um crente.

    Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    A afirmação que NÃO constitui um argumento utilizado pelo autor na defesa de suas convicções é:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    O Deus que interferia no mundo transformou-se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à mercê de suas leis.

    A frase acima permanecerá correta e manterá o sentido caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    É preciso reformular, por falha estrutural, a redação da seguinte frase:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    Transpondo-se para a voz passiva a construção de modo que os planetas não desenvolvessem instabilidades, a forma verbal resultante será:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    Estabelecem, no contexto, uma relação de "causa" (I) e "efeito" (II) os segmentos:
  • 📖 Texto associado
    Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
    É adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:

COMENTÁRIOS (10)

  • JULIANO CEZAR DA SILVEIRA ALMEIDA
    JULIANO CEZAR DA SILVEIRA ALMEIDA
    10/01/2012 • 15:15
    difícil, porém bem elaborada! Ótima questão para estudos preparativos da FCC.
  • josé gomes fonseca
    josé gomes fonseca
    10/02/2012 • 09:16
    ainda não estudei o português, vou melhorar.
  • Milaine Santos Farias
    Milaine Santos Farias
    03/12/2012 • 22:39
    por 2 não gabaritei :(
    Estudar ++++
    Bons estudos!
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    26/12/2012 • 16:36
    Acertei 8, essa foi por pouco!
  • mary ane alves macedo
    mary ane alves macedo
    21/03/2013 • 23:26
    Preciso estudar mais, fiz 80%
    Não estava tão difícil, me faltou atenção nas 2 que errei...
  • WILLIAN VIEIRA CARDOSO
    WILLIAN VIEIRA CARDOSO
    22/03/2013 • 19:10
    Estou me sentindo um burro! Tirei apenas 40%... Estudar muito mais!!!!
  • Lilian Francieli Gabriel
    Lilian Francieli Gabriel
    17/08/2013 • 19:24
    Achei dificíl, mas, vou estudar mais
  • Fabio Flauzino Silva
    Fabio Flauzino Silva
    19/12/2013 • 18:22
    A FCC é difícil ...60%
  • Elvis Ramos
    Elvis Ramos
    01/05/2015 • 11:00
    Errei todas de interpretação. 40%
  • luiz henrique
    luiz henrique
    26/05/2018 • 23:04
    Nossa questões bem difíceis, ainda mais as de verbos, mas sinto que posso melhorar. Acertando 50% estou na metade do caminho.

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