Oficial Operacional - Português - Prova SAP - Vunesp

Simulado com questões de prova: Oficial Operacional - Português - Prova SAP - Vunesp . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
205
Resoluções
78%
Média
Fácil
Dificuldade
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    Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.

    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Como meio de conter o aumento da violência urbana, especialmente nas periferias, o autor propõe a
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    A expressão do título — Cadeias lotadas — tem sentido equivalente a
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    A expressão destacada na frase — Graças às medidas
    tomadas pela Secretaria da Segurança nos últimos anos,
    a polícia de São Paulo ganhou mais competência. — está
    corretamente substituída, sem alteração de sentido, por:
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Com a palavra impasse, no segundo parágrafo, o autor
    refere-se
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Ao afirmar que a violência urbana adquire características
    epidêmicas
    nas camadas mais pobres, o autor sugere
    que a violência
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Ao considerar a condição de crianças que vivem em situações de risco, no que se refere à violência, o autor sugere que
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Com a afirmação — ... é mais fácil achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos que não tenha três ou quatro filhos... — o autor sugere que encontrar jovens de 25 anos com três ou quatro filhos é um acontecimento
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    A forma verbal que explicita um apelo direto aos leitores do texto está destacada em:
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    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    Observe os trechos.

    1. ... lugar de bandido é na cadeia, desde que haja lugar.
    2. ... não haverá recursos para aprisioná-los em condições
    minimamente civilizadas
    3. Espalhadas pelo país, iniciativas bem-sucedidas
    nessa área...

    Assinale a alternativa em que as formas do verbo haver,
    destacadas nos trechos, estão substituídas, respectivamente
    e de acordo com o português padrão, por formas
    equivalentes do verbo existir.
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    Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.

    Cadeias lotadas

       Lugar de bandido é na cadeia, diz o povo. Concordo, não
    tem cabimento deixar solto alguém que mata, assalta ou estupra,
    mas faço um reparo ao dito popular: lugar de bandido é
    na cadeia, desde que haja lugar.
       Graças às medidas tomadas pela Secretaria da Segurança
    nos últimos anos, a polícia de São Paulo ganhou mais competência.
    A continuar assim, à medida que esse processo de
    modernização e moralização se aprofundar, mais gente será
    presa. Vejam o paradoxo: a sociedade quer polícia atuante e
    todos os bandidos atrás das grades, mas não haverá recursos
    para aprisioná-los em condições minimamente civilizadas.
    Como sair do impasse?
       Violência urbana é doença multifatorial e contagiosa,
    que nas camadas mais pobres adquire características epidêmicas.
    Os estudos mostram que correm mais risco de se
    tornar violentos aqueles que viveram pelo menos uma das
    seguintes situações: 1) abusos físicos ou psicológicos na
    primeira infância e falta de afeto; 2) falta de orientação familiar
    e de imposição de limites durante a adolescência; 3)
    convivência com pares envolvidos em atos de violência. Na
    periferia das cidades brasileiras, milhões de crianças vivem
    nessas três situações de risco. São tantas que é de estranhar o
    pequeno número que envereda pelo crime.
       Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas de qualificação
    profissional e trabalho decente, antes que sejam atraídas
    pelos marginais por um salário ridículo e sem direitos trabalhistas.
    Espalhadas pelo país, há iniciativas bem-sucedidas
    nessa área, mas o número é tímido diante das proporções da
    tragédia social. Há necessidade de um grande esforço nacional
    que envolva as diversas esferas governamentais e mobilize
    a sociedade inteira.
       Como parte dessa mobilização, é fundamental levar o
    planejamento familiar para os estratos sociais mais desfavorecidos.
    Negar-lhes o acesso ao controle da fertilidade é
    a violência maior que a sociedade comete contra a mulher
    pobre. Na penitenciária feminina em que atendo, é mais fácil
    achar uma agulha no palheiro do que uma menina de 25 anos
    que não tenha três ou quatro filhos, quase sempre indesejados.
    Algumas têm sete ou oito, espalhados em casas de parentes
    e vizinhos, morando na rua ou sob a tutela do Estado.

    (Drauzio Varella, Folha de S.Paulo, 30.07.2011. Adaptado)
    O trecho em destaque na frase que inicia o penúltimo
    parágrafo — Nossa única saída é oferecer-lhes alternativas
    de qualificação profissional e trabalho decente,
    antes que sejam atraídas pelos marginais por um salário
    ridículo e sem direitos trabalhistas. — está corretamente
    reescrito, sem alteração de sentido, em:
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COMENTÁRIOS (28)

  • vanessa aparecida vieira de camargo
    vanessa aparecida vieira de camargo
    15/01/2012 • 19:08
    e muito bom estes testes.
  • Erika Barbosa de Andrade
    Erika Barbosa de Andrade
    04/02/2012 • 01:08
    Obaa... gabaritei dois seguidos. Iupiii
  • ANDREZA
    ANDREZA
    07/02/2012 • 20:02
    Um gabarito pra ganhar o dia!! :D
  • IVO JOSE DE CAMARGO
    IVO JOSE DE CAMARGO
    24/02/2012 • 21:33
    ainda necessito melhorar, só 60%
  • Paulo Sérgio Dias Filho
    Paulo Sérgio Dias Filho
    19/03/2012 • 16:33
    por uma ñ gabaritei!!!
  • neuzilane medeiros
    neuzilane medeiros
    21/04/2012 • 01:15
    é errando que se aprende
  • juliana azevedo reis
    juliana azevedo reis
    30/04/2012 • 02:36
    preciso melhorar....
  • andre pinheiro
    andre pinheiro
    02/07/2012 • 09:34
    Essa consegui gabaritar, até que fim rs rs!
  • IANA MARA DE CARAVALHO SILVA
    IANA MARA DE CARAVALHO SILVA
    29/07/2012 • 13:23
    Gostei! por uma não gabaritei, estudadar mais...
  • tiago freittas
    tiago freittas
    04/10/2012 • 19:25
    foi por uma...
    na próxima eu te pego português... rsrs..
  • Paulo Dalcin
    Paulo Dalcin
    23/10/2012 • 15:46
    Errei 2 por pura desatençao.
  • Rayfran Goes de Sousa
    Rayfran Goes de Sousa
    09/11/2012 • 00:08
    sé errei uma por falta de atenção
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    23/12/2012 • 15:24
    Mais uma gabaratida para as estatísticas! :D
  • Fernando de Freitas
    Fernando de Freitas
    22/02/2013 • 14:43
    foi por pouco, errei só uma.
  • Jean Henrique
    Jean Henrique
    20/03/2013 • 15:28
    Só acertei uma,essa parte de interpretação é muito complicada.
  • Eder Elias
    Eder Elias
    22/03/2013 • 11:08
    Análise do seu Resultado:

    Você acertou 10 questões de um total de 10.
    O seu aproveitamento foi de 100%
    O seu desempenho foi avaliado como Ótimo - Gabaritado.

    Estou inspirado!
  • Antonio Rogerio Pereira
    Antonio Rogerio Pereira
    10/04/2013 • 19:58
    errei uma , por pouco!
  • Leandro Duarte Isidro
    Leandro Duarte Isidro
    25/04/2013 • 12:30
    Você acertou 7 questões de um total de 10. Aproveitamento de 70% estuda mais e mais....
  • josé Valente
    josé Valente
    16/05/2013 • 22:39
    100% ... nada mal... mas a prova é bem fácil.
  • Tatiana Rodrigues de Sousa
    Tatiana Rodrigues de Sousa
    24/05/2013 • 16:24
    errei 2 preciso melhorar !!!
  • Renato Antonio Guatura Vieira
    Renato Antonio Guatura Vieira
    18/08/2013 • 12:12
    Valeu muito acertei 90%
    Estou no caminho certo
  • ANTONIO BARBOSA SANTOS
    ANTONIO BARBOSA SANTOS
    10/02/2014 • 15:39
    Por estar estudando sozinho, estou indo bem, na média de 80% de acertos, porém, preciso ficar em pelo menos 90% para ter tranquilidade.
  • Iva Michele Reis
    Iva Michele Reis
    15/10/2014 • 12:42
    Acertei 70% por falta de atenção, muito bom esse teste
  • Ana Cláudia Santos
    Ana Cláudia Santos
    12/11/2014 • 17:50
    Você acertou 10 de 10 questões. Gabaritado
    Parabéns! Você acabou de fazer 10 pontos no Ranking de Gabaritadas.

    "Vamo que vamo"...
  • Leandro Motta
    Leandro Motta
    26/11/2014 • 16:32
    90% Você acertou 9 de 10 questões. Muito bom!

    Errei a primeira... pura interpretação pessoal.
  • Andre Fernandes de Oliveira
    Andre Fernandes de Oliveira
    19/06/2015 • 16:56
    Você acertou 10 de 10 questões. Ótimo
    Graças a Deus no caminho certo
  • evair da silva gondinho
    evair da silva gondinho
    03/09/2015 • 22:27
    90% de aproveitamento.

    Bom texto, tenho que estudar mais.


  • Carlos Henrique da conceição lopes
    Carlos Henrique da conceição lopes
    08/06/2017 • 20:18
    muito bom mesmo . fz bem para o ego acertar uma boa quantidade
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