Prefeitura de Alto Piquiri PR - Interpretação de Textos - Agente Comunitário de Saúde

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Desempenho Global
573
Resoluções
46%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    O pescador e o gênio 

        Havia uma vez um pescador muito velho e muito pobre que vivia com sua mulher e seus três filhos. Todos os dias ele jogava sua rede no mar apenas quatro vezes e sempre conseguia colher alguns peixes para o seu sustento.
         Mas houve um dia em que ele jogou a rede por três vezes, sempre chamando o nome de Deus, e das três vezes só conseguiu retirar das águas um burro morto, um pote velho e algumas garrafas. Na quarta vez em que jogou sua rede sentiu que ela tinha ficado presa no fundo. Com dificuldade conseguiu retirar a rede e viu que ela trazia uma garrafa de boca larga, de cobre dourado, que estava fechada com chumbo e trazia o selo do grande rei Salomão.
        O pescador se alegrou, pois pensou que poderia vender a garrafa por um bom preço. Mas sentindo que ela estava muito pesada, resolveu abri-la para ver o que continha. Com sua faca forçou o chumbo, virou a garrafa para baixo e agitou para ver o que ia sair. Mas não saiu nada. O pescador colocou-a na areia e então começou a sair de dentro dela uma fumaça, que foi se avolumando até chegar às nuvens e foi tomando a forma de um gigante, que o pescador percebeu logo que era um gênio.
        Morto de medo, ele começou a tremer. E tinha razão para ter medo, porque o gênio saudou-o e disse:
        - Alegre-te, pescador, que vais morrer e podes escolher de que maneira!
        O pescador, apavorado, tentou acalmar o gênio:
        - Mas por que queres me matar, se fui eu que te tirei do fundo do mar, fui eu que te tirei de dentro desta garrafa onde estavas preso?
        - O gênio então contou ao pescador a sua história.
        Há mil e oitocentos anos, no tempo do rei Salomão, ele, o gênio, se havia revoltado contra o rei e, como castigo, havia sido preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.
        Durante cem anos ele havia jurado que faria rico para sempre aquele que o libertasse.
        Cem anos se passaram e o gênio permaneceu na garrafa.
        Durante mais cem anos o gênio jurou:
        - Darei a quem me libertar todos os tesouros da Terra.
        Cem anos se passaram e o gênio continuou prisioneiro da garrafa. Encolerizado, ele tornou a jurar:
        - Agora, se for libertado, matarei aquele que me soltar e deixarei que ele escolha como quer morrer.
        O pescador implorou de todas as formas que o gênio o perdoasse, pois, dizia ele:
        - Desta maneira, encontrarás quem te perdoe.
        Mas o gênio não se deixou comover.
        Aí o pescador teve uma ideia:
        - Já que eu vou morrer mesmo, quero que me respondas a uma pergunta. Como é possível que estivesses dentro da garrafa, sendo tão grande como és? Não posso acreditar nisso, a não ser que veja com meus próprios olhos.
        O gênio, desafiado, converteu-se novamente em fumaça e pouco a pouco foi entrando na garrafa. Quando o pescador viu que ele estava inteirinho lá dentro, mais do que depressa fechou a garrafa com o selo. E disse ao gênio:
        - Vou jogar-te de volta ao mar e vou construir uma casa aqui. Toda vez que alguém vier pescar vou avisá-lo para que não te liberte. Desta maneira, enquanto eu for vivo, não sairás de dentro desta garrafa.
        O gênio então lamentou-se e implorou ao pescador que o perdoasse. Mas o pescador respondeu:
        - Eu também te pedi que me perdoasse, que alguém te perdoaria. Mas assim mesmo quiseste me matar.
        O gênio jurou que não lhe faria mal e que lhe daria meios para que vivesse com fartura o resto de seus dias, se o deixasse sair. O pescador se convenceu e libertou o gênio, que lhe mostrou uma lagoa rica de grandes peixes, onde o pescador pôde pescar o resto de sua vida.

    (ROCHA, Ruth. Almanaque da Ruth Rocha. 1. ed. 14 imp. São Paulo : Ática, 2008, p. 52-54.)
    De acordo com o texto,
  • 📖 Texto associado
    O pescador e o gênio 

        Havia uma vez um pescador muito velho e muito pobre que vivia com sua mulher e seus três filhos. Todos os dias ele jogava sua rede no mar apenas quatro vezes e sempre conseguia colher alguns peixes para o seu sustento.
         Mas houve um dia em que ele jogou a rede por três vezes, sempre chamando o nome de Deus, e das três vezes só conseguiu retirar das águas um burro morto, um pote velho e algumas garrafas. Na quarta vez em que jogou sua rede sentiu que ela tinha ficado presa no fundo. Com dificuldade conseguiu retirar a rede e viu que ela trazia uma garrafa de boca larga, de cobre dourado, que estava fechada com chumbo e trazia o selo do grande rei Salomão.
        O pescador se alegrou, pois pensou que poderia vender a garrafa por um bom preço. Mas sentindo que ela estava muito pesada, resolveu abri-la para ver o que continha. Com sua faca forçou o chumbo, virou a garrafa para baixo e agitou para ver o que ia sair. Mas não saiu nada. O pescador colocou-a na areia e então começou a sair de dentro dela uma fumaça, que foi se avolumando até chegar às nuvens e foi tomando a forma de um gigante, que o pescador percebeu logo que era um gênio.
        Morto de medo, ele começou a tremer. E tinha razão para ter medo, porque o gênio saudou-o e disse:
        - Alegre-te, pescador, que vais morrer e podes escolher de que maneira!
        O pescador, apavorado, tentou acalmar o gênio:
        - Mas por que queres me matar, se fui eu que te tirei do fundo do mar, fui eu que te tirei de dentro desta garrafa onde estavas preso?
        - O gênio então contou ao pescador a sua história.
        Há mil e oitocentos anos, no tempo do rei Salomão, ele, o gênio, se havia revoltado contra o rei e, como castigo, havia sido preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.
        Durante cem anos ele havia jurado que faria rico para sempre aquele que o libertasse.
        Cem anos se passaram e o gênio permaneceu na garrafa.
        Durante mais cem anos o gênio jurou:
        - Darei a quem me libertar todos os tesouros da Terra.
        Cem anos se passaram e o gênio continuou prisioneiro da garrafa. Encolerizado, ele tornou a jurar:
        - Agora, se for libertado, matarei aquele que me soltar e deixarei que ele escolha como quer morrer.
        O pescador implorou de todas as formas que o gênio o perdoasse, pois, dizia ele:
        - Desta maneira, encontrarás quem te perdoe.
        Mas o gênio não se deixou comover.
        Aí o pescador teve uma ideia:
        - Já que eu vou morrer mesmo, quero que me respondas a uma pergunta. Como é possível que estivesses dentro da garrafa, sendo tão grande como és? Não posso acreditar nisso, a não ser que veja com meus próprios olhos.
        O gênio, desafiado, converteu-se novamente em fumaça e pouco a pouco foi entrando na garrafa. Quando o pescador viu que ele estava inteirinho lá dentro, mais do que depressa fechou a garrafa com o selo. E disse ao gênio:
        - Vou jogar-te de volta ao mar e vou construir uma casa aqui. Toda vez que alguém vier pescar vou avisá-lo para que não te liberte. Desta maneira, enquanto eu for vivo, não sairás de dentro desta garrafa.
        O gênio então lamentou-se e implorou ao pescador que o perdoasse. Mas o pescador respondeu:
        - Eu também te pedi que me perdoasse, que alguém te perdoaria. Mas assim mesmo quiseste me matar.
        O gênio jurou que não lhe faria mal e que lhe daria meios para que vivesse com fartura o resto de seus dias, se o deixasse sair. O pescador se convenceu e libertou o gênio, que lhe mostrou uma lagoa rica de grandes peixes, onde o pescador pôde pescar o resto de sua vida.

    (ROCHA, Ruth. Almanaque da Ruth Rocha. 1. ed. 14 imp. São Paulo : Ática, 2008, p. 52-54.)
    De acordo com o texto, o gênio: 
  • 📖 Texto associado
    O pescador e o gênio 

        Havia uma vez um pescador muito velho e muito pobre que vivia com sua mulher e seus três filhos. Todos os dias ele jogava sua rede no mar apenas quatro vezes e sempre conseguia colher alguns peixes para o seu sustento.
         Mas houve um dia em que ele jogou a rede por três vezes, sempre chamando o nome de Deus, e das três vezes só conseguiu retirar das águas um burro morto, um pote velho e algumas garrafas. Na quarta vez em que jogou sua rede sentiu que ela tinha ficado presa no fundo. Com dificuldade conseguiu retirar a rede e viu que ela trazia uma garrafa de boca larga, de cobre dourado, que estava fechada com chumbo e trazia o selo do grande rei Salomão.
        O pescador se alegrou, pois pensou que poderia vender a garrafa por um bom preço. Mas sentindo que ela estava muito pesada, resolveu abri-la para ver o que continha. Com sua faca forçou o chumbo, virou a garrafa para baixo e agitou para ver o que ia sair. Mas não saiu nada. O pescador colocou-a na areia e então começou a sair de dentro dela uma fumaça, que foi se avolumando até chegar às nuvens e foi tomando a forma de um gigante, que o pescador percebeu logo que era um gênio.
        Morto de medo, ele começou a tremer. E tinha razão para ter medo, porque o gênio saudou-o e disse:
        - Alegre-te, pescador, que vais morrer e podes escolher de que maneira!
        O pescador, apavorado, tentou acalmar o gênio:
        - Mas por que queres me matar, se fui eu que te tirei do fundo do mar, fui eu que te tirei de dentro desta garrafa onde estavas preso?
        - O gênio então contou ao pescador a sua história.
        Há mil e oitocentos anos, no tempo do rei Salomão, ele, o gênio, se havia revoltado contra o rei e, como castigo, havia sido preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.
        Durante cem anos ele havia jurado que faria rico para sempre aquele que o libertasse.
        Cem anos se passaram e o gênio permaneceu na garrafa.
        Durante mais cem anos o gênio jurou:
        - Darei a quem me libertar todos os tesouros da Terra.
        Cem anos se passaram e o gênio continuou prisioneiro da garrafa. Encolerizado, ele tornou a jurar:
        - Agora, se for libertado, matarei aquele que me soltar e deixarei que ele escolha como quer morrer.
        O pescador implorou de todas as formas que o gênio o perdoasse, pois, dizia ele:
        - Desta maneira, encontrarás quem te perdoe.
        Mas o gênio não se deixou comover.
        Aí o pescador teve uma ideia:
        - Já que eu vou morrer mesmo, quero que me respondas a uma pergunta. Como é possível que estivesses dentro da garrafa, sendo tão grande como és? Não posso acreditar nisso, a não ser que veja com meus próprios olhos.
        O gênio, desafiado, converteu-se novamente em fumaça e pouco a pouco foi entrando na garrafa. Quando o pescador viu que ele estava inteirinho lá dentro, mais do que depressa fechou a garrafa com o selo. E disse ao gênio:
        - Vou jogar-te de volta ao mar e vou construir uma casa aqui. Toda vez que alguém vier pescar vou avisá-lo para que não te liberte. Desta maneira, enquanto eu for vivo, não sairás de dentro desta garrafa.
        O gênio então lamentou-se e implorou ao pescador que o perdoasse. Mas o pescador respondeu:
        - Eu também te pedi que me perdoasse, que alguém te perdoaria. Mas assim mesmo quiseste me matar.
        O gênio jurou que não lhe faria mal e que lhe daria meios para que vivesse com fartura o resto de seus dias, se o deixasse sair. O pescador se convenceu e libertou o gênio, que lhe mostrou uma lagoa rica de grandes peixes, onde o pescador pôde pescar o resto de sua vida.

    (ROCHA, Ruth. Almanaque da Ruth Rocha. 1. ed. 14 imp. São Paulo : Ática, 2008, p. 52-54.)
    De acordo com o texto, na expressão: “... sempre chamando o nome de Deus...", o pescador:

COMENTÁRIOS (3)

  • Gabrielly Cristhinny Coltre Soares
    Gabrielly Cristhinny Coltre Soares
    13/06/2023 • 08:24
    Simulados muito bons. Ajuda muito na hora des estudar
  • Cláudio Santos Pereira de Sousa
    Cláudio Santos Pereira de Sousa
    31/08/2023 • 20:45
    Muito bom o simulado
  • Thais Albuquerque
    Thais Albuquerque
    24/04/2024 • 08:08
    A palavra "há" é uma forma do verbo haver na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. Quando acompanhada do advérbio "muito", é usado para indicar tempo decorrido, e pode ser substituído por "tem" e "faz". Por exemplo:

    Trabalho naquela empresa há muitos anos.
    Trabalho naquela empresa faz muitos anos.

    Há muitos anos que não vejo minha prima
    Tem muitos anos que não vejo minha prima.

    Há mil e oitocentos anos, fui preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.
    Faz mil e oitocentos anos, fui preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.

    Inclusive se você pesquisar a palavra "muito" no dicionário Michaelis, encontrará dessa forma isto aqui na parte de expressões:
    “Há muito = faz muito tempo.”
    O link da versão online: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/muito/

    O restante do trecho diz apenas que o gênio passou seus primeiros 200 anos preso jurando dar riquezas para quem o resgatasse - e os 1600 anos seguintes, jurando matar quem o resgatasse.

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