COREN DF - Interpretação de Texto - Agente Administrativo

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  • 📖 Texto associado
    A questão refere-se ao trecho do poema a seguir. 
    Canção
    (Camões)

    Já a roxa manhã clara
    do Oriente as portas vem abrindo,
    dos montes descobrindo
    a negra escuridão da luz avara.
    O Sol, que nunca para,
    de sua alegre vista saudoso,
    trás ela, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nas ervas
    fresco orvalho,
    se estende, claro, alegre e luminoso.
    Os pássaros, voando
    de raminho em raminho modulando,
    com uma suave e doce melodia
    o claro dia estão manifestando.

    A manhã bela e amena,
    seu rosto descobrindo, a espessura
    se cobre de verdura,
    branda, suave, angélica, serena.
    Ó deleitosa pena,
    ó efeito de Amor tão preeminente
    que permite e consente
    que onde quer que me ache, e onde esteja,
    o seráfico gesto sempre veja,
    por quem de viver triste sou contente!
    Mas tu, Aurora pura,
    de tanto bem dá graças à ventura,
    pois as foi pôr em ti tão diferentes,
    que representes tanta formosura.

    A luz suave e leda
    a meus olhos me mostra por quem mouro,
    e os cabelos de ouro
    não igual" aos que vi, mas arremeda:
    esta é a luz que arreda
    a negra escuridão do sentimento
    ao doce pensamento;
    o orvalho das flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento;
    os pássaros que cantam
    os meus espíritos são, que a voz levantam,
    manifestando o gesto peregrino
    com tão divino som que o mundo espantam.

    Assim como acontece
    a quem a cara vida está perdendo,
    que, enquanto vai morrendo,
    alguma visão santa lhe aparece;
    a mim, em quem falece
    a vida, que sois vós, minha Senhora, a
    esta alma que em vós mora
    (enquanto da prisão se está apartando)
    vos estais juntamente apresentando
    em forma da formosa e roxa Aurora.
    Ó ditosa partida!
    Ó glória soberana, alta e subida!
    Se mo não impedir o meu desejo;
    porque o que vejo, enfim, me torna a vida.
    ( . . . )

    (Disponível em www.dominiopublico.gov.br)
    Assinale a alternativa que contém os dois primeiros versos escritos em ordem direta e na voz ativa.
  • 📖 Texto associado
    A questão refere-se ao trecho do poema a seguir. 
    Canção
    (Camões)

    Já a roxa manhã clara
    do Oriente as portas vem abrindo,
    dos montes descobrindo
    a negra escuridão da luz avara.
    O Sol, que nunca para,
    de sua alegre vista saudoso,
    trás ela, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nas ervas
    fresco orvalho,
    se estende, claro, alegre e luminoso.
    Os pássaros, voando
    de raminho em raminho modulando,
    com uma suave e doce melodia
    o claro dia estão manifestando.

    A manhã bela e amena,
    seu rosto descobrindo, a espessura
    se cobre de verdura,
    branda, suave, angélica, serena.
    Ó deleitosa pena,
    ó efeito de Amor tão preeminente
    que permite e consente
    que onde quer que me ache, e onde esteja,
    o seráfico gesto sempre veja,
    por quem de viver triste sou contente!
    Mas tu, Aurora pura,
    de tanto bem dá graças à ventura,
    pois as foi pôr em ti tão diferentes,
    que representes tanta formosura.

    A luz suave e leda
    a meus olhos me mostra por quem mouro,
    e os cabelos de ouro
    não igual" aos que vi, mas arremeda:
    esta é a luz que arreda
    a negra escuridão do sentimento
    ao doce pensamento;
    o orvalho das flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento;
    os pássaros que cantam
    os meus espíritos são, que a voz levantam,
    manifestando o gesto peregrino
    com tão divino som que o mundo espantam.

    Assim como acontece
    a quem a cara vida está perdendo,
    que, enquanto vai morrendo,
    alguma visão santa lhe aparece;
    a mim, em quem falece
    a vida, que sois vós, minha Senhora, a
    esta alma que em vós mora
    (enquanto da prisão se está apartando)
    vos estais juntamente apresentando
    em forma da formosa e roxa Aurora.
    Ó ditosa partida!
    Ó glória soberana, alta e subida!
    Se mo não impedir o meu desejo;
    porque o que vejo, enfim, me torna a vida.
    ( . . . )

    (Disponível em www.dominiopublico.gov.br)
    Releia o seguinte trecho:

    "O Sol, que nunca para,
    de suo alegre visto saudoso,
    trás elo, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nos ervas
    fresco orvalho,
    se estende, cloro, alegre e luminoso
    ."

    A oração em destaque pode ser classificada como:
  • 📖 Texto associado
    A questão refere-se ao trecho do poema a seguir. 
    Canção
    (Camões)

    Já a roxa manhã clara
    do Oriente as portas vem abrindo,
    dos montes descobrindo
    a negra escuridão da luz avara.
    O Sol, que nunca para,
    de sua alegre vista saudoso,
    trás ela, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nas ervas
    fresco orvalho,
    se estende, claro, alegre e luminoso.
    Os pássaros, voando
    de raminho em raminho modulando,
    com uma suave e doce melodia
    o claro dia estão manifestando.

    A manhã bela e amena,
    seu rosto descobrindo, a espessura
    se cobre de verdura,
    branda, suave, angélica, serena.
    Ó deleitosa pena,
    ó efeito de Amor tão preeminente
    que permite e consente
    que onde quer que me ache, e onde esteja,
    o seráfico gesto sempre veja,
    por quem de viver triste sou contente!
    Mas tu, Aurora pura,
    de tanto bem dá graças à ventura,
    pois as foi pôr em ti tão diferentes,
    que representes tanta formosura.

    A luz suave e leda
    a meus olhos me mostra por quem mouro,
    e os cabelos de ouro
    não igual" aos que vi, mas arremeda:
    esta é a luz que arreda
    a negra escuridão do sentimento
    ao doce pensamento;
    o orvalho das flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento;
    os pássaros que cantam
    os meus espíritos são, que a voz levantam,
    manifestando o gesto peregrino
    com tão divino som que o mundo espantam.

    Assim como acontece
    a quem a cara vida está perdendo,
    que, enquanto vai morrendo,
    alguma visão santa lhe aparece;
    a mim, em quem falece
    a vida, que sois vós, minha Senhora, a
    esta alma que em vós mora
    (enquanto da prisão se está apartando)
    vos estais juntamente apresentando
    em forma da formosa e roxa Aurora.
    Ó ditosa partida!
    Ó glória soberana, alta e subida!
    Se mo não impedir o meu desejo;
    porque o que vejo, enfim, me torna a vida.
    ( . . . )

    (Disponível em www.dominiopublico.gov.br)
    Sobre o poema como um todo, pode-se afirmar corretamente que:
  • 📖 Texto associado
    A questão refere-se ao trecho do poema a seguir. 
    Canção
    (Camões)

    Já a roxa manhã clara
    do Oriente as portas vem abrindo,
    dos montes descobrindo
    a negra escuridão da luz avara.
    O Sol, que nunca para,
    de sua alegre vista saudoso,
    trás ela, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nas ervas
    fresco orvalho,
    se estende, claro, alegre e luminoso.
    Os pássaros, voando
    de raminho em raminho modulando,
    com uma suave e doce melodia
    o claro dia estão manifestando.

    A manhã bela e amena,
    seu rosto descobrindo, a espessura
    se cobre de verdura,
    branda, suave, angélica, serena.
    Ó deleitosa pena,
    ó efeito de Amor tão preeminente
    que permite e consente
    que onde quer que me ache, e onde esteja,
    o seráfico gesto sempre veja,
    por quem de viver triste sou contente!
    Mas tu, Aurora pura,
    de tanto bem dá graças à ventura,
    pois as foi pôr em ti tão diferentes,
    que representes tanta formosura.

    A luz suave e leda
    a meus olhos me mostra por quem mouro,
    e os cabelos de ouro
    não igual" aos que vi, mas arremeda:
    esta é a luz que arreda
    a negra escuridão do sentimento
    ao doce pensamento;
    o orvalho das flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento;
    os pássaros que cantam
    os meus espíritos são, que a voz levantam,
    manifestando o gesto peregrino
    com tão divino som que o mundo espantam.

    Assim como acontece
    a quem a cara vida está perdendo,
    que, enquanto vai morrendo,
    alguma visão santa lhe aparece;
    a mim, em quem falece
    a vida, que sois vós, minha Senhora, a
    esta alma que em vós mora
    (enquanto da prisão se está apartando)
    vos estais juntamente apresentando
    em forma da formosa e roxa Aurora.
    Ó ditosa partida!
    Ó glória soberana, alta e subida!
    Se mo não impedir o meu desejo;
    porque o que vejo, enfim, me torna a vida.
    ( . . . )

    (Disponível em www.dominiopublico.gov.br)
    Releia o seguinte trecho do poema:

    "o orvalho dos flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento
    "

    Pelo contexto, pode-se compreender que a palavra "co" poderia ser substituída mais adequadamente por:
  • 📖 Texto associado
    A questão refere-se ao trecho do poema a seguir. 
    Canção
    (Camões)

    Já a roxa manhã clara
    do Oriente as portas vem abrindo,
    dos montes descobrindo
    a negra escuridão da luz avara.
    O Sol, que nunca para,
    de sua alegre vista saudoso,
    trás ela, pressuroso,
    nos cavalos cansados do trabalho, que respiram nas ervas
    fresco orvalho,
    se estende, claro, alegre e luminoso.
    Os pássaros, voando
    de raminho em raminho modulando,
    com uma suave e doce melodia
    o claro dia estão manifestando.

    A manhã bela e amena,
    seu rosto descobrindo, a espessura
    se cobre de verdura,
    branda, suave, angélica, serena.
    Ó deleitosa pena,
    ó efeito de Amor tão preeminente
    que permite e consente
    que onde quer que me ache, e onde esteja,
    o seráfico gesto sempre veja,
    por quem de viver triste sou contente!
    Mas tu, Aurora pura,
    de tanto bem dá graças à ventura,
    pois as foi pôr em ti tão diferentes,
    que representes tanta formosura.

    A luz suave e leda
    a meus olhos me mostra por quem mouro,
    e os cabelos de ouro
    não igual" aos que vi, mas arremeda:
    esta é a luz que arreda
    a negra escuridão do sentimento
    ao doce pensamento;
    o orvalho das flores delicadas
    são nos meus olhos lágrimas cansadas,
    que eu choro co prazer de meu tormento;
    os pássaros que cantam
    os meus espíritos são, que a voz levantam,
    manifestando o gesto peregrino
    com tão divino som que o mundo espantam.

    Assim como acontece
    a quem a cara vida está perdendo,
    que, enquanto vai morrendo,
    alguma visão santa lhe aparece;
    a mim, em quem falece
    a vida, que sois vós, minha Senhora, a
    esta alma que em vós mora
    (enquanto da prisão se está apartando)
    vos estais juntamente apresentando
    em forma da formosa e roxa Aurora.
    Ó ditosa partida!
    Ó glória soberana, alta e subida!
    Se mo não impedir o meu desejo;
    porque o que vejo, enfim, me torna a vida.
    ( . . . )

    (Disponível em www.dominiopublico.gov.br)
    A palavra "cara" em "Assim como acontece/a quem a cara vida está perdendo" significa:
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