Assistente de Atendimento Expresso Cidadão PE - Português Upenet 2011

Simulado com questões de prova: Assistente de Atendimento Expresso Cidadão PE - Português Upenet 2011 . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


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200
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54%
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    Em “Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo”, tem-se um narrador marcado pela
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    Analise as afirmativas abaixo:

    I. Ao dizer que a “rua estava fria”, o narrador quer dizer que a rua estava sem pessoas que transmitissem calor humano.
    II. O narrador fala em voz alta para ouvir alguma voz, já que está sozinho.
    III. O primo do narrador pergunta se estava tudo em paz, e o narrador responde extremamente irritado que estava tudo
    azul.

    Somente está CORRETO o que se afirma na(s) afirmativa(s):
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    O padeiro, o vizinho, o patrão e o primo saudaram a personagem principal
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    O segundo parágrafo apresenta uma ideia de
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    O último parágrafo apresenta uma personagem principal de comportamento
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    O fato de a personagem principal buscar, na copa, algum inseto demonstra uma atitude
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    O texto “Ninguém” é composto por 05 parágrafos. Indique qual deles mostra algo que acontece diariamente.
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    Assinale a alternativa em que todas as palavras estão separadas CORRETAMENTE.
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    “Nesta sala, alguns alunos preferem Caetano Veloso; outros, Luan Santana”. A propósito da pontuação no período, pode-se dizer que
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       A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
    um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

       A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
    um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
    Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

       Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
    estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
    em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

       Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
    Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
    alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
    podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
    até morrer.

       De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
    perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
    sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
    que sim, estava tudo azul.

    Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
    “Podem gritar-me: estou extremamente calmo.” Os dois-pontos (:) do período poderiam ser substituídos por vírgula, explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção
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COMENTÁRIOS (22)

  • Eliezen Soares
    Eliezen Soares
    26/07/2012 • 16:57
    acertei 6, achei dificil, pois o examinador usou uma linguagem de dificil compreensão.


  • LUCI ANDRADE DA SILVA
    LUCI ANDRADE DA SILVA
    28/07/2012 • 13:21
    Achei fácil,só errei duas questões .
  • Adriana Jerônimo da Silva
    Adriana Jerônimo da Silva
    30/07/2012 • 09:53
    achei fácil, porém errei duas questões.
  • herminia hithala w. v. lima
    herminia hithala w. v. lima
    30/07/2012 • 14:58
    achei fácil, porém, fiquei em dúvida nas questões 2 e 4 e acabei errando... não concordo com o gabarito, gostaria que alguém pudesse me esclarecer!
  • janderson farias
    janderson farias
    01/08/2012 • 11:06
    errei uma por falta de atenção!
  • Irece Ramos Barbosa
    Irece Ramos Barbosa
    01/08/2012 • 13:30
    Acertei 8, e as 2 que errei foi de bobeira!
    Claro que pra conseguir isso, uma hora por dia de estudos!!!
  • Alinne Anne da Silva
    Alinne Anne da Silva
    09/08/2012 • 12:56
    acertei todas.ta muito fácil
  • andre pinheiro
    andre pinheiro
    16/08/2012 • 07:55
    Errei só a questão nº 2, também nao concordo com o gabarito, pois a questão da rua está fria, não é só por causa da falta de calor humano, que loucura é essa. Pode está ventando frio, chuvendo, vários fatores podem contribuir para esse processo. A que última viria em meu pensamento seria essa conclusão.
  • SAULO HENRIQUE SANTANA DE CASTRO
    SAULO HENRIQUE SANTANA DE CASTRO
    19/08/2012 • 21:38
    errei só uma mais tah muito fácil ^^
  • ROBSON AMARAL GONÇALVES
    ROBSON AMARAL GONÇALVES
    10/11/2012 • 19:38
    90%; errei só uma,mas valeu!
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    10/11/2012 • 22:01
    Você acertou 7 questões de um total de 10.
    O seu aproveitamento foi de 70%
    O seu desempenho foi avaliado como Bom
  • Warlisson Gomes Araujo
    Warlisson Gomes Araujo
    25/11/2012 • 16:32
    achei mediano, nada que um pouco mais de estudos não possa melhorar.
  • Fracisca Amanda Ribeiro de Sousa
    Fracisca Amanda Ribeiro de Sousa
    08/01/2013 • 14:34
    muito bom esse simulado, errei somente 1 das 10 questões. Basta só prestar bem atenção, e não ter medo de errar.
  • RAFAEL ALISON MEDEIROS DE ANDRADE
    RAFAEL ALISON MEDEIROS DE ANDRADE
    20/01/2013 • 16:34
    Errei duas por descuido...
  • Eder Elias
    Eder Elias
    02/04/2013 • 17:13
    Análise do seu Resultado:
    Você acertou 9 questões de um total de 10.
    O seu aproveitamento foi de 90%
    O seu desempenho foi avaliado como Muito bom.

    errei 1 por besteira.
  • Fabio Flauzino Silva
    Fabio Flauzino Silva
    28/11/2013 • 10:49
    AFF...ERREI A QUESTÃO 4 POR FALTA DE ATENÇÃO...PORÉM ESTOU COM 9 ACERTOS.
  • Rafhael Anthony
    Rafhael Anthony
    30/11/2013 • 18:33
    Na questão 2 em se tratando da solidão e melancolia do narrador-personagem e na observância do título do texto, infere-se que a resposta correta é a letra D. Já na questão 4 é utilizada a repetição com objetivo de expressar a rotina em que o personagem vive.
  • Elza Helena Lacerda Oliveira
    Elza Helena Lacerda Oliveira
    19/03/2014 • 15:31
    Muito fácil... não se parece com outros que fiz.
  • Aline Ramos
    Aline Ramos
    02/04/2014 • 20:51
    Apesar de ter achado fácil, verifiquei algumas perguntas mal formuladas. Um exemplo é a quest. 4! O uso da conjunção "mas" no segundo parágrafo tbm pode significar sim, de certa forma, oposição... Acho que tanto a pergunta quanto a resposta estão incompletas.
  • Roseli Paula do Nascimento
    Roseli Paula do Nascimento
    22/10/2015 • 10:41
    só errei uma a questão onde o que acontece no cotidiano achei que seria no 5 parágrafo.
  • Jaciane rosena do nascimento
    Jaciane rosena do nascimento
    31/10/2015 • 23:01
    Muito tranquila para prova de amanha, pois fechei todas no simulado.
  • Paulo Alessander Freitas da Silva
    Paulo Alessander Freitas da Silva
    24/09/2017 • 18:44
    essa segunda questão é muito estranha, como eu vou saber se é calor humano ou não, é poesia poxa...
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