Auxiliar Administrativo - Português - Vunesp - Prova SPTRANS 2007

Simulado com questões de prova: Auxiliar Administrativo - Português - Vunesp - Prova SPTRANS 2007 . Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


Desempenho Global
386
Resoluções
61%
Média
Médio
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    De acordo com o texto, o consumo abusivo de álcool entre os brasileiros está relacionado
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    No sexto parágrafo, o autor cita o exemplo de Roberto Justus para mostrar como o perigo do consumo de cerveja tem sido
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Para o autor, um obstáculo à redução do consumo de álcool, no Brasil, é a
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Conforme o texto,
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Para dar credibilidade às informações sobre o consumo de álcool, o autor utiliza
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Na afirmação – Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente... – a expressão adverbial em destaque tem sentido semelhante a
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Indique a frase em que ocorre o uso da voz passiva.
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    No trecho – Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos  acidentes, doenças e mortes associadas ao consumo de álcool.
    – a expressão ajuda a pode ser corretamente substituída por
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    No que respeita ao uso da crase, assinale a alternativa que completa corretamente a frase: É generalizada a idéia de que as cervejas não oferecem perigo à
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Assinale a frase correta quanto à concordância verbal.
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Assinale a frase correta quanto à concordância nominal.
  • 📖 Texto associado
    Um em cada quatro brasileiros bebe muito

       Pelo menos 25% dos brasileiros consomem bebida exageradamente,
    segundo informa estudo, ainda inédito, patrocinado pela
    Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). É a primeira pesquisa
    sobre consumo de álcool realizada por domicílio.
       Esse dado ajuda a esclarecer por que ocorrem tantos acidentes,
    doenças e mortes associadas ao consumo de álcool. Fica, então,
    a pergunta: até que ponto existe relação entre o abuso da bebida
    e a publicidade? A resposta a essa questão está em mais duas
    pesquisas também inéditas.
       Selecionado pela Universidade Federal de São Paulo, um grupo
    de 282 adolescentes foi submetido à observação de diferentes
    propagandas de cerveja. Os pesquisadores, comandados pela psiquiatra
    Ilana Pinsky, estavam interessados em saber como aquelas
    mensagens eram percebidas. Nenhum dos entrevistados sabia o
    verdadeiro propósito da experiência. De posse das respostas, a
    psiquiatra Ilana Pinsky analisou quantas proibições contidas na
    auto-regulamentação, feita, portanto, pelos próprios publicitários,
    para os comerciais de cerveja seriam desrespeitadas. “Quase
    todas”, afirma ela, ao analisar não apenas o que os adolescentes
    pensavam, mas também o que sentiam, traduzindo a linguagem
    subliminar dos anúncios.
       Uma das regras da auto-regulamentação é evitar o erotismo.
    Nem precisaria uma sessão pilotada por especialistas em saúde
    mental para desconfiar de que a atriz Juliana Paes, apresentada
    nos comerciais de cerveja como “a boa”, não aparece como uma
    sóbria professora ensinando seus alunos em uma sala de aula. “A
    auto-regulamentação não funciona”, opina Ilana. A propaganda,
    porém, funciona e muito bem. Em outra pesquisa, ela detectou
    que, em determinada parcela dos entrevistados, as imagens estimularam
    o consumo abusivo. “Quem já bebia sentiu-se estimulado
    a beber mais”.
       Tais resultados dão uma pista da complexidade da luta para
    reduzir os riscos associados ao álcool, e a genialidade publicitária
    é um dos ingredientes que contribuem para que essa seja uma das
    mais difíceis batalhas da saúde pública. A razão dessa dificuldade
    não são apenas as bilionárias verbas envolvidas na indústria da
    bebida (das quais nós, dos meios de comunicação, aliás, somos
    beneficiários), mas também o patrocínio dessas empresas a campanhas
    eleitorais.
       O álcool é beneficiado por um misto de desinformação com
    aceitação cultural. Um belo exemplo de desinformação foi exibido
    pelo publicitário Roberto Justus, que, em entrevista à Folha, disse
    que as cervejas não oferecem perigo, mostrando desconhecer
    os mais elementares estudos sobre o alcoolismo. Duas latas de
    cerveja equivalem a uma dose de vodca. Um pai fica apavorado
    quando o filho fuma um cigarro de maconha, mas é compreensivo
    diante de um porre.
       Juntem-se os bilhões da indústria, a ignorância e a tolerância
    cultural: entendemos, assim, como, apenas em acidentes, morrem
    cem pessoas por dia. Isso sem contar os feridos.

    (Gilberto Dimenstein, Folha de S.Paulo, 27.05.2007. Adaptado)
    Está pontuada corretamente a frase:

COMENTÁRIOS (29)

  • Luan Roger Simões neves
    Luan Roger Simões neves
    08/11/2012 • 18:30
    A VUNESP é fácil. farei uma prova para SEJUS. vamos ver se cai nesse nível.
  • ROBSON AMARAL GONÇALVES
    ROBSON AMARAL GONÇALVES
    10/11/2012 • 19:13
    Arrebentei!!!!!!!!!!!
  • maria zelia dos anjos
    maria zelia dos anjos
    21/11/2012 • 15:52
    obrigado este simulado me ajudou muito.
  • Valéria Aires
    Valéria Aires
    29/11/2012 • 20:21
    Apesar de ter errado uma questão, achei muito fácil. Na verdade, errei por distração. De qualquer forma, preciso estudar mais porque sei que há outras organizadoras que dificultam mais.
  • Silma de Araujo Silva
    Silma de Araujo Silva
    06/12/2012 • 17:47
    Ohh, por um!!!

    ** estudar mais concordancia verbal :S
  • Fracisca Amanda Ribeiro de Sousa
    Fracisca Amanda Ribeiro de Sousa
    08/01/2013 • 14:57
    to ruim em concordância viu :/
  • Carlos Fernandes
    Carlos Fernandes
    10/01/2013 • 00:29
    Eu tenho que estudar mais concordância verbal e nominal. As questões de concordância tava dificil.
  • tiago freittas
    tiago freittas
    12/01/2013 • 20:53
    TA OSSO A CONCOR... ESTUDAR MAIS... :)
  • otoniel matias
    otoniel matias
    19/01/2013 • 21:20
    1.estou aprendendo muito, e´ bom fazer simulados, otoniel
  • Ricardo Martins
    Ricardo Martins
    30/01/2013 • 19:24
    A parte de morfologia e interpretação eu acabei de terminar os estudos. Ainda não iniciei a parte mais avançada (sintaxe). Por este motivo acertei 67% e amanhã mesmo já estarei iniciando os estudos na parte avançada. rs

    Desejo uma ótima noite a todos e bons estudos!
  • EDERSON ARTEIRO
    EDERSON ARTEIRO
    06/02/2013 • 15:50
    ERREI 2!! E FOI POR BESTEIRA.
  • ISRAEL DE OLIVEIRA RUBENS
    ISRAEL DE OLIVEIRA RUBENS
    24/02/2013 • 14:33
    preciso aprender concordancia verbal e nominal!
  • MARIA EDUARDA
    MARIA EDUARDA
    09/03/2013 • 18:20
    estou quase lá...
  • Eder Elias
    Eder Elias
    22/03/2013 • 17:06
    3º GABARITADA DE HOJE!!!
  • DERICK MARCELO
    DERICK MARCELO
    09/04/2013 • 00:43
    estudar mais concordancia verbal :D
  • Vitor Lucas Alves de Oliveira
    Vitor Lucas Alves de Oliveira
    15/05/2013 • 10:03
    Gabaritei! No que se refere à concordância, é preciso um pouco de atenção. Nas não é difícil.

    Você acertou 12 questões de um total de 12. Aproveitamento de 100%
    O seu desempenho foi avaliado como Ótimo - Gabaritado.
    Parabéns! Você acabou de fazer 12 pontos no Ranking de Gabaritadas.
  • Isabella Marchesi Vargas
    Isabella Marchesi Vargas
    15/05/2013 • 18:05
    Meu desempenho nesse simulado:

    Análise do seu Resultado:
    Você acertou 9 questões de um total de 12. Aproveitamento de 75%
    O seu desempenho foi avaliado como Bom.
  • Gustavo Tomaz
    Gustavo Tomaz
    20/05/2013 • 14:19
    errei a de voz passiva ! nao creio
  • Graziella Pereira Santos
    Graziella Pereira Santos
    05/06/2013 • 16:42
    Nossa errei so uma eu estou melhorando!!!!
  • Denecassio Santos Carvalho
    Denecassio Santos Carvalho
    20/09/2013 • 00:32
    NOSSA TIREI 50% ACHO QUE NA HORA DA PROVA COM MAIS CALMA O APROVEITAMENTO SERÁ MELHOR E MAIS APROVEITOSO
  • Fabiane Brito Furtado
    Fabiane Brito Furtado
    24/09/2013 • 11:09
    Muito bom voltar ao Gabarite!!!
    Acertei 92%
    Por uma não gabaritei! Snif!
  • roger millar vieira santos de matos
    roger millar vieira santos de matos
    02/12/2013 • 12:58
    acertei 92%..estudar mais um pouco q o objetivo será alcançado.
  • gabarito
    gabarito
    08/05/2014 • 00:00
    Você acertou 11 de 12 questões. Muito bom
  • paulo jose da Silva
    paulo jose da Silva
    13/06/2014 • 19:35
    Acertei 8 precisso estudar muito!
  • cristiano tenório pimenta
    cristiano tenório pimenta
    21/06/2014 • 22:44
    estudar vendo TV não dá....
    errei duas....
  • eduardo cesar da silva
    eduardo cesar da silva
    13/09/2014 • 15:06
    gabaritado.5 de hoje! hoje o dia t bom...
  • Pedro Luis Lellis
    Pedro Luis Lellis
    03/11/2014 • 15:58
    Caramba, depois de 30 anos longe das provas acertei 83% Você acertou 10 de 12 questões. Muito bom. Fiquei feliz
  • Jenyffer Cristine Cunha Lima
    Jenyffer Cristine Cunha Lima
    16/04/2015 • 09:39
    Por falta de atenção errei uma.
    Concentração! Concentração!
  • marines sarges gibson
    marines sarges gibson
    29/06/2016 • 23:36
    estou estudando para o concurso publico, espero conseguir alcançar a meta para esse simulado, assim terei bom desempenhona prova

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