FACELI - Português - Motorista

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278
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27%
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Difícil
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    O trecho do texto que, claramente, corresponde a uma hesitação é:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    A linguagem utilizada no texto é corretamente identificada em:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Em “Acho que sábado é a rosa da semana", o primeiro verbo pode ser substituído, sem prejuízo de sentido básico, por todas as opções, EXCETO:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    A frase “No sábado é que as formigas subiam pela pedra." poderia ser reescrita, sem prejuízo de sentido, com a seguinte pontuação:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Em “Acho que sábado é a rosa da semana", a oração introduzida pela conjunção QUE desempenha função sintática de:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    O tempo verbal está indevidamente identificado em:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    As palavras são acentuadas por razões diferentes em:
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Considerando o trecho “De tarde a campainha inaugurava ao VENTO a matinê de cinema", a palavra em destaque foi substituída, com correção, quanto à regência original, em:
  • 📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    No trecho, “Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.", encontram-se as seguintes classes de palavras:
  • 10
    Q42267 Português FUNCAB FACELI Motorista
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    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Sobre as colocações pronominais nos trechos seguintes, é correto dizer que: 

    “quando se pensa que a semana vai morrer" 
    “a semana se abre em rosa" 
    “mas já não me perguntam mais."
  • 11
    Q42268 Português FUNCAB FACELI Motorista
    📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    O verbo em destaque, no trecho “antes do vento espantado PODER recomeçar", está corretamente classificado em:
  • 12
    Q42269 Português FUNCAB FACELI Motorista
    📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    No trecho “a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço", a vírgula antes do E justifica-se:
  • 13
    Q42270 Português FUNCAB FACELI Motorista
    📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    O processo de formação de palavras está INCORRETAMENTE apontado em:
  • 14
    Q42271 Português FUNCAB FACELI Motorista
    📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Comparando o antepenúltimo e o último parágrafos do texto, é correto dizer que:
  • 15
    Q42272 Português FUNCAB FACELI Motorista
    📖 Texto associado
    Atenção ao Sábado

        Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
        No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
        Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
        De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
        Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
        No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
        Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
        Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
        Domingo de manhã também é a rosa da semana. 
        Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

    LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer . São Paulo: Editora Siciliano, 1992.
    Levando em consideração a passagem “e alguém despeja um balde de água no terraço" e suas possíveis reescrituras a seguir, é correto dizer que: 

    I. DESPEJAM UM BALDE DE ÁGUA NO TERRAÇO.
    II. DESPEJA-SE UM BALDE DE ÁGUA NO TERRAÇO.
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