Agente Administrativo - Português - CLIN

Simulado com questões de prova: Agente Administrativo - Português - CLIN. Resolva online grátis, confira o gabarito e baixe o PDF!


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115
Resoluções
37%
Média
Difícil
Dificuldade
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    Após a leitura do texto, depreendemos que:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    Em: “Ele mesmo tocava flauta,...” (1º§), a concordância nominal está perfeita.A opção abaixo em que a concordância nominal NÃO está correta é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    A concordância verbal está correta em: “Era simples a casa.” (4º§). O item a seguir que apresenta ERRO de concordância verbal é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    Em: “...que lhe desse direito à aposentadoria...” (3º§), o emprego do acento indicativo da crase está perfeito. A alternativa abaixo que contém ERRO, em relação ao emprego desse acento é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    No trecho: “...mas gostava de violão e de modinhas.” (1º§), a regência verbal está de acordo com as normas gramaticais. A opção em que a regência verbal FERE tais normas é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    Em: “Havia até uma grande chácara...” (5º§), as palavras estão devidamente acentuadas. O item abaixo em que, pelo menos, uma das palavras está ERRONEAMENTE acentuada é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    Na passagem: “Acreditava-se até músico,...” (1º§), o pronome átono está corretamente colocado e a alternativa em que tal pronome está igualmente bem empregado é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.

    A opção a seguir que contém um verbo no mesmo tempo e no mesmo modo que o verbo em negrito na frase:Aprendera “ a "artinha" musical.” (2º§) é:
  • 📖 Texto associado
    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    O item que NÃO apresenta sujeito é:
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    Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
    A alternativa a seguir em que se verifica, pelo menos, uma palavra ERRADAMENTE escrita é:

COMENTÁRIOS (11)

  • Valdeir Santana Mamedio
    Valdeir Santana Mamedio
    24/10/2010 • 22:15
    Eu não sabia que havia duas formas de escrever a palavra seríssimo.
    Por isso não gabaritei a prova.
  • Vivian Cristine Assunção  Alfredo
    Vivian Cristine Assunção Alfredo
    10/04/2012 • 12:08
    Difícil, eu sofri apesar de ter ficado com 70% de aproveitamento.
  • Felipe Augusto Nóbrega
    Felipe Augusto Nóbrega
    28/04/2012 • 21:14
    Esse foi o mais difícil que peguei até agora no nível de Ensino Médio.
  • denis aires da silva
    denis aires da silva
    31/07/2012 • 18:33
    Achei um nível médio. Gabaritei, mas uma prova de língua portuguesa é definida nos detalhes como regras gramaticais e suas excessões. Sucesso, galera!
  • Cristiano Silveira
    Cristiano Silveira
    23/10/2012 • 21:46
    Putz! Achei que não dava pra gabaritar essa, mas consegui!

    Vamos continuar com os estudos, galera. :)
  • pablo erison pereira
    pablo erison pereira
    11/01/2013 • 12:18
    puxa a lingua portuguesa e muito complexa preciso estudar mais acertei so 20%
  • Eder Elias
    Eder Elias
    09/04/2013 • 12:27
    Análise do seu Resultado:
    Você acertou 8 questões de um total de 10.
    O seu aproveitamento foi de 80%
    O seu desempenho foi avaliado como Muito bom.

    Poderia ter sido melhor....
  • Rafaelle Alves
    Rafaelle Alves
    23/01/2014 • 15:29
    Tive 60 % de aproveitamento, achei a prova muito "maldosa"
  • Aline
    Aline
    10/02/2015 • 16:09
    Falta de atenção! Podia ter gabaritado. 90% foi meu desempenho. Estudar mais, porque a concorrência está grande! Boa sorte para todos nós!
  • Welken Charlois Gonçalves
    Welken Charlois Gonçalves
    15/06/2015 • 18:20
    Só vi prova desse nível nos concursos , ir bem nos outros tipos de prova e achar que vai passar é se iludir.
  • Eliete de Sá Pereira
    Eliete de Sá Pereira
    05/05/2016 • 16:23
    Questões não estão de acordo com a nova ortografia, aí fica difícil ,né!

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