Autor
maíra pires
Disciplina
Assunto
revolução inglesa
Postado em
14/06/2021
Quais foram as 4 fases da Revolução Inglesa?

A Revolução inglesa ocorreu na Inglaterra, Escócia e Irlanda no século XVII e se caracterizou por sucessivas guerras civis e transformações políticas que tiveram como resultado o crescimento e a fortificação da burguesia na Inglaterra.

A Revolução inglesa foi formada por 4 fases principais referentes a diferentes conflitos que envolviam política e religião.

Quais foram as 4 fases da revolução inglesa?

1. Revolução Puritana a Guerra Civil (1640-1649)

Esta é referente ao confronte entre o rei e o parlamento durante a Guerra Civil.

Os parlamentares redigiram uma petição ao rei Charles I sancionando que os assuntos relacionados a impostos, julgamentos e o exército seria de responsabilidade do parlamento.

O rei, por sua vez defendia que o seu poder era soberano sobre a nação e decidiu por dissolver o parlamento, governando dessa forma por 11 anos.

Somado a isto, Charles I desejava a união entre a igreja da Escócia e da Inglaterra.

Tal ação gerou reações e protestos inicialmente na Escócia, na medida em que o rei passou a impor a religião Anglicana aos presbiterianos e aos puritanos. O rei Charles I frente aos protestos, declarou guerra contra os opositores.

Durante o conflito entre os exércitos do rei Charles I e do parlamento houve a derrotada do rei e a posterior instalação da República Inglesa com o parlamentar Oliver Cromwell.

2. A República de Oliver Cromwell (1649-1658)

O parlamentar Oliver Cromwell assume a Inglaterra e de imediato toma ações que irá beneficiar a burguesia.

Este implantou os Atos de navegação que permitia proteção aos comerciantes ingleses durante o comércio marítimo, fato que reduziu a concorrência entre a Inglaterra e os holandeses e os espanhóis.

Os poucos anos de república na Inglaterra foram repletos de conflitos e oposições do parlamento à Cromwell. Com isso, este optou também por fechar o parlamento em 1653. Diversos protestos iniciaram pedindo a volta da monarquia.

3. O retorno da Dinastia Stuart (1666-1688)

Com os pedidos de volta a monarquia, Charles II em 1660 voltou ao trono e restabeleceu a dinastia Stuart. No entanto este logo enfrentou conflitos políticos e religiosos em seu reinado.

Charles II defendia a tolerância religiosa, enquanto os parlamentares eram contra essa postura, pois eram todos protestantes. Somado a isso, rei Charles II assinou um decreto que favorecia a igreja Anglicana e não a protestante.

Para, além disso, Jaime, que era irmão de Charles e iria assumir a sucessão do trono, foi descoberto como um católico, causando diversas reações.

Após a descoberta, emergiram duas correntes de protestos, a primeira chamada de os Whigs, que defendiam a exclusão de Jaime na sucessão do trono e a segunda os Tory, que defendiam a sua sucessão.

O rei Charles II era adepto aos Tory e auxiliou na perseguição aos Whigs.

4. Revolução gloriosa (1688- 1689)

Para garantir a permanência da dinastia Stuart foi realizada uma estratégia política.

A filha de Jaime II, a Maria II, que era casada com Guilherme de Orage, foi chamada para assumir o trono britânico, junto com o seu marido.

Este era um momento delicado, onde existia a conexão entre os assuntos religiosos e políticos: a burguesia estava no lado do protestantismo que, por sua vez, defendia a limitação do poder do rei e a ascensão do parlamento.

Maria II da Inglaterra. Pintura de Peter Lely
Maria II da Inglaterra. Pintura de Peter Lely

Diante das oposições a Jaime II devido ao seu catolicismo, Guilherme de Orage invadiu a Inglaterra e retirou Jaime II do trono, recebendo apoio inclusive da nobreza e do parlamento.

Guilherme III assume o trono instaurando a monarquia parlamentar e Jaime II foge para a França.

Maíra Pires

Maíra Pires

Professora de História

Graduada em História, habilitada para Licenciatura e Bacharelado, (UDESC) e Mestre em História (UDESC). Cursando Doutorado em História (PUC-SP).

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