O objetivo perseguido pelo presidente russo,
Vladimir Putin, consiste em fortificar e solidificar
o Estado, cujo poder determine uma economia
estável e fortaleça a coesão da Federação Russa.
Na linguagem política internacional, esse objetivo
manifesta-se na intenção de solidificar a posição da
Rússia nas relações internacionais.
ZHEBIT, A. A Rússia na ordem mundial: com o Ocidente, com o
Oriente ou um polo autônomo em um mundo multipolar? Revista
Brasileira de Política Internacional (RBPI) ,
v. 46, n. 1, 2003, p.153-165 (adaptado).
A respeito da política externa russa da última
década do século XX e das primeiras décadas do
século XXI, assinale a opção correta.
✂️ A) A Rússia, em busca de reestruturar-se política
e economicamente, adotou a estratégia de
ascensão pacífica, buscando ampliar sua
influência regional e internacional sem se
engajar em uma rivalidade direta com os EUA.
✂️ B) A Rússia, apó ssolucionar problemas econômicos
e políticos herdados do período soviético, adotou
uma política favorável ao multilateralismo,
sendo exemplos disso o seu ingresso como
membro no BRICS, na iniciativa do Belt and
Road e na Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE).
✂️ C) A Rússia, para ampliar a sua esfera de
influência após a derrocada soviética, abdicou
da Cooperação Sul-Sul, firmando parcerias
estratégicas com países revisionistas da ordem
internacional, como o Brasil, com o objetivo de
consolidar uma frente antiestadunidense.
✂️ D) A Rússia, embora não ocupe a mesma posição
de poder da época da União Soviética (URSS),
busca garantir sua esfera de influência, manter
o equilíbrio de poder regional e reduzir sua
vulnerabilidade internacional, fazendo uso de
operações militares em sua vizinhança próxima.
✂️ E) A Rússia, devido à ameaça representada
pela Organização do Tratado do Atlântico
Norte (OTAN), adotou uma estratégia
confrontacionista, realizando a anexação da
Crimeia em 2014 e a invasão à Ucrânia em
2022, em resposta à adesão desse país à aliança
militar na condição de Estado-membro.
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O efeito da Guerra Fria foi mais impressionante na política internacional do continente europeu do que
em sua política interna. Provocou a criação da Comunidade Europeia, com todos os seus problemas;
uma forma de organização sem precedentes, ou seja, um arranjo permanente (ou pelo menos duradouro)
para integrar as economias, e, em certa medida, os sistemas legais de vários Estados-nação independentes.
A Comunidade Europeia foi formada, inicialmente por seis Estados (França, República Federal da Alemanha,
Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo), em 1957. Ao final do Breve Século XX, quando o sistema
começou a balançar, como todos os outros produtos da Guerra Fria, nela já haviam entrado outros seis
(Grã-Bretanha, Irlanda, Espanha, Portugal, Dinamarca e Grécia) e, em teoria, ela se comprometia com a
integração política, ainda mais estreita, além da econômica.
HOBSBAWN, E. Era dos Extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia. das Letras, 1995 (adaptado).
Considerando as relações entre os países da Europa no período da Guerra Fria, avalie as afirmações
a seguir.
I. A integração econômica europeia iniciada no período da Guerra Fria teve distintas fases,
começando com acordos técnicos na área de carvão e aço, que foram consolidados gradualmente
por meio de diferentes tratados (como Maastricht 1993 e Amsterdã 1999) que culminariam na
criação da União Europeia.
II. A entrada de Portugal e Espanha nesse concerto europeu, em 1986, respondeu a um alargamento
da União Europeia, que antecedeu o Tratado de Schengen e a adoção do euro como medida
fundamental para o enfraquecimento da União Soviética.
III. O acordo de 1957, assinado em Roma, trata do estabelecimento da Comunidade Europeia do Carvão
e do Aço (CECA), que serviu como embrião da posterior criação da União Europeia e da adesão de
países europeus à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
É correto o que se afirma em
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As lições do colapso que envolveu a Europa em uma segunda grande guerra, há vinte anos e dois meses do Tratado de Versailles, deverão ser cuidadosamente ponderadas. Nenhum período da história recompensara melhor seu estudo, pelos artífices da paz do que os "vinte anos de crise" que preencheram o intervalo entre as duas grandes guerras. CARR, E. H. Vinte anos de crise. Brasilia: Ed. UnB, 2001 (adaptado). A partir do exposto no texto, avalie as afirmações a seguir, considerando o contexto das relações internacionais no período entre as duas Grandes Guerras (1918-1939). I - A eliminação da diplomacia secreta em favor de acordos públicos, liberdade comercial e de navegação em mares e estreitos e a criação de um sistema de segurança coletiva sob os auspícios da Liga das Nações, são alguns dos "14 pontos de Wilson", delineados para tornar a paz permanente. II - Os "14 pontos de Wilson" foram projetados baseando-se em um conjunto de princípios gerais que poderiam ser aplicados ad hoc, já que se norteavam pela ideia de que a natureza humana é boa e maleável sem limites, permitindo, assim, que, por meio de negociações realizadas no âmbito de uma diplomacia de praça pública, se conseguiria evitar a ocorrência da guerra e de suas mazelas. III - A critica a utopia wilsoniana marcou o primeiro debate nas relações internacionais entre os realistas -que acreditavam na mudança da natureza humana e em sua tendência a cooperação -e os idealistas, que ansiavam por transformar o mundo a partir de uma visão normativa do que deveria ser a realidade. IV - Como instituição internacional responsável pela paz e estabilidade mundial, a Liga das Nações tinha como um dos seus princípios a autodeterminação dos povos, ou seja, a independência dos povos e o reconhecimento do seu direito ao desenvolvimento autônomo. É correto apenas o que se afirma em:
✂️ E) II, III e IV, apenas.
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