As relações de poder, imbricadas na história da educação dos surdos, foi marc...

As relações de poder, imbricadas na história da educação dos surdos, foi marcada pelo “ouvintismo”, em que os ouvintes definiam o que era melhor para os surdos. Essa relação de poder pode ser obser...


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As relações de poder, imbricadas na história da educação dos surdos, foi marcada pelo “ouvintismo”, em que os ouvintes definiam o que era melhor para os surdos. Essa relação de poder pode ser observada nas abordagens educacionais para surdos utilizadas no decorrer da história, mais especificamente, na abordagem
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    17/10/2026 • 05:01
    A questão trata das relações de poder presentes na história da educação dos surdos, especialmente sobre como os ouvintes impuseram suas ideias e práticas, conhecidas como 'ouvintismo'. Esse termo refere-se à dominação dos falantes ouvintes na definição das metodologias para a educação dos surdos, frequentemente desconsiderando as necessidades e direitos linguísticos dos surdos.

    Historicamente, uma das abordagens mais marcantes sob essa lógica foi o oralismo. O oralismo buscava o desenvolvimento da fala e da leitura labial e, para isso, proibia ou desencorajava totalmente o uso da língua de sinais, considerada inadequada ou até mesmo um obstáculo à integração social dos surdos. Isso resultava numa privação dos surdos de sua língua natural, a língua de sinais, e impunha uma comunicação baseada nas modalidades orais.

    A alternativa (a) descreve exatamente essa situação: o oralismo privava os surdos do uso da língua de sinais e os obrigava a falar e fazer leitura labial.

    As outras alternativas apresentam definições incorretas ou distorcidas das abordagens. 'Comunicação total' não privava necessariamente do uso da língua de sinais e buscava integrar várias formas de comunicação. O 'bilinguismo' defende o uso de duas línguas, língua de sinais e língua oral, não proibindo o uso de nenhuma delas. A alternativa (d) mistura conceitos errôneos, pois o oralismo não incentivava simultaneamente o uso da língua de sinais com a oralização.

    Portanto, a alternativa correta é a (a).
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