Em decisão inédita no ano de 2012, o Tribunal de Justiça de São Paulo deferiu pedido para acrescentar na certidão de nascimento de jovem de 19 anos o nome da madrasta, sem retirar o nome da mãe biológica, que morreu três dias após o parto. Quando o filho tinha dois anos, o pai se casou com outra mulher, postulante da ação em conjunto com o enteado. O jovem sempre viveu harmoniosamente com o pai, com a madrasta, a quem sempre chamou de mãe, e com a família de sua mãe biológica. O filho que sempre conviveu com as três famílias tem agora um pai, duas mães e seis avós registrais (Folha de São Paulo, 2012). Sobre essa situação, é correto afirmar que:
✂️ A) a multiparentalidade é uma forma de reconhecer no campo jurídico o que ocorre no mundo dos fatos, afirmando a existência do direito à convivência familiar decorrente da paternidade biológica em conjunto com a paternidade socioafetiva;
✂️ B) a adoção unilateral possibilitou que a madrasta legitimasse a relação de maternidade, afeto e cuidados construída na convivência com seu enteado;
✂️ C) a pluriparentalidade ou socioparentalidade é um instrumento jurídico que afirma a prioridade da paternidade socioafetiva sobre a paternidade biológica nas famílias recompostas;
✂️ D) o falecimento da mãe verdadeira do jovem e o novo casamento do pai permitiram a entrada da madrasta como mãe substituta no registro civil do adolescente, já que na prática seria impossível a coexistência de duas referências maternas;
✂️ E) a filiação deve ser biologicamente fundada e determinada pela consanguinidade, motivo pelo qual não se pode excluir a genitora do registro de nascimento.
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Em determinado processo, o Juízo competente verificou que a
menor Clara, de 5 (cinco) anos, vem sofrendo com a conduta
praticada por sua tia Antônia, que é a cuidadora da criança na
residência do pai, em razão de árdua campanha de desqualificação
da mãe da menina, prática que tem levado a menor a desenvolver
sintomas físicos diversos e tem comprometido o seu quadro de
saúde.
Em razão disso, o Magistrado determinou a realização de perícia
biopsicossocial, de forma incidental, para fins de verificar a
caracterização de alienação parental, a ser realizada por equipe
multidisciplinar.
Diante dessa situação hipotética, acerca da perícia biopsicossocial,
à luz do disposto na Lei nº 12.318/2010, é correto afirmar que
✂️ A) a equipe multidisciplinar designada deve ter aptidão
comprovada por histórico profissional ou acadêmico para
diagnosticar atos de alienação parental.
✂️ B) o laudo pericial terá base em avaliação biopsicossocial restrita
à entrevista pessoal com as partes envolvidas.
✂️ C) caso verificada a necessidade de oitiva da menor, o
depoimento pessoal deve seguir procedimento distinto do
aplicável à criança que seja testemunha de violência.
✂️ D) é vedada a nomeação de perito que não pertença ao quadro
de serventuários do Poder Judiciário para a realização da
avaliação técnica determinada pelo Juízo, ainda que tenham
qualificação e experiência pertinentes ao tema.
✂️ E) a perícia determinada deverá realizar a análise da situação,
mas não poderá concluir pela existência de alienação parental,
pois a desqualificação da mãe da criança é pela cuidadora da
criança e não por seu genitor.
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Embora a teoria da Alienação Parental apresente controvérsias quanto à sua validação científica, configura-se
como tema ainda comum nos tribunais. Após um processo de divórcio litigioso, os genitores enfrentam desgaste
emocional e psicológico, fato que pode desencadear conflitos no que se refere à guarda e aos cuidados dos filhos
e situações de alienação parental.
Durante a análise de um caso de suspeita de alienação
parental, é preciso
✂️ A) ponderar que essa situação, frequentemente, se
resolve de forma espontânea, sem a necessidade
de nenhuma medida.
✂️ B) considerar que a opinião dos filhos sobre a situação pode estar fortemente influenciada pelo genitor
alienador.
✂️ C) demonstrar tolerância em relação à atitude e às
artimanhas do genitor alienador, uma vez que elas
não visam prejudicar os filhos.
✂️ D) impedir, de imediato, o contato dos filhos com o
genitor alienador, a fim de preservar a integridade
psíquica dos filhos.
✂️ E) enfatizar a necessidade de que apenas um dos
genitores decida sobre o bem-estar dos filhos,
como forma de eliminar os conflitos.
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