Pois se as coisas futuras e passadas existem, quero saber onde estão. Se ainda não posso sabê-lo,
sei ao menos que, onde quer que estejam, ali não são futuras nem passadas, mas presentes. Pois se
também ali forem futuras, ali ainda não estão, e se ali forem passadas, ali já não estão. Portanto, onde
quer que estejam, o que quer que sejam, não são senão presentes.
(AGOSTINHO. Confissões. Livro XI. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos.
Curitiba: SEED, 2009. pp. 42)
Agostinho declara, no livro citado de suas Confissões, o desconhecimento sobre a natureza do tempo.
O trecho reproduzido remete a uma hipótese levantada pelo autor de que