O desenvolvimento da linguagem, na perspectiva piagetiana, está diretamente relacionado às transformações qualitativas do pensamento ao longo dos estágios do desenvolvimento cognitivo. A linguagem não é concebida como um fator causal primário do pensamento, mas como uma expressão das estruturas cognitivas já construídas pela criança em sua interação com o meio. Considerando o desenvolvimento da linguagem nos estágios sensório-motor, pré-operatório e das operações concretas, analise as partes que seguem:
No estágio sensório-motor, a ausência de linguagem verbal estruturada não indica ausência de comunicação simbólica, pois a criança já utiliza esquemas sensório-motores e sinais intencionais; entretanto, a função semiótica ainda não está plenamente constituída, o que limita a linguagem à ação imediata sobre os objetos (1º parte). No estágio pré-operatório, a ampliação do vocabulário e o uso crescente da linguagem simbólica coexistem com um pensamento marcadamente egocêntrico, no qual a linguagem cumpre mais uma função de exteriorização do pensamento do que de comunicação efetiva, refletindo a dificuldade da criança em coordenar diferentes pontos de vista (2ª parte). No estágio das operações concretas, o desenvolvimento da linguagem passa a refletir a reversibilidade e a descentração do pensamento, possibilitando maior coerência discursiva e adaptação ao interlocutor; contudo, a linguagem permanece limitada a contextos concretos, não sendo ainda plenamente adequada à formulação de hipóteses abstratas (3ªparte).
Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S)
No estágio sensório-motor, a ausência de linguagem verbal estruturada não indica ausência de comunicação simbólica, pois a criança já utiliza esquemas sensório-motores e sinais intencionais; entretanto, a função semiótica ainda não está plenamente constituída, o que limita a linguagem à ação imediata sobre os objetos (1º parte). No estágio pré-operatório, a ampliação do vocabulário e o uso crescente da linguagem simbólica coexistem com um pensamento marcadamente egocêntrico, no qual a linguagem cumpre mais uma função de exteriorização do pensamento do que de comunicação efetiva, refletindo a dificuldade da criança em coordenar diferentes pontos de vista (2ª parte). No estágio das operações concretas, o desenvolvimento da linguagem passa a refletir a reversibilidade e a descentração do pensamento, possibilitando maior coerência discursiva e adaptação ao interlocutor; contudo, a linguagem permanece limitada a contextos concretos, não sendo ainda plenamente adequada à formulação de hipóteses abstratas (3ªparte).
Das partes, pode-se afirmar que está(ão) CORRETA(S)