A implementação da Competência Geral de Cultura Digital da BNCC nas práticas escolares impõe desafios que extrapolam a disponibilidade de recursos tecnológicos, interpelando as concepções docentes sobre conhecimento, autoria e mediação pedagógica. Essa competência tensiona, ainda, as fronteiras entreeducação formal e culturas juvenis digitais, exigindo dos sistemas de ensino respostas curriculares que articulem rigor epistemológico e pertinência social. Considerando essas tensões à luz da teoria curricular, das políticas educacionais e da produção científica sobre tecnologias e educação, assinale a alternativa correta:
a) A formação docente para o desenvolvimento da Cultura Digital deve centrar-se na capacitação técnica para operação de plataformas e recursos digitais específicos, visto que o domínio instrumental das ferramentas disponíveis é condição prévia indispensável para que o professor possa orientar pedagogicamente os estudantes nesse campo.
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b) A BNCC, ao incorporar a Cultura Digital entre suas competências gerais, reconhece que as práticas de produção e circulação de conteúdo nas redes sociais constituem, por sua natureza interativa e colaborativa, experiências formativas suficientes para o desenvolvimento do pensamento computacional previsto no documento.
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c) O desenvolvimento da Cultura Digital como competência geral implica que o professor assuma papel de mediador crítico entre os saberes digitais que os estudantes trazem de suas práticas culturais e os conhecimentos sistematizados, reconhecendo que a aprendizagem significativa nesse campo emerge da tensão produtiva entre essas duas ordens de saber.
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d) A Competência Geral de Cultura Digital, por sua natureza vinculada às transformações aceleradas do ambiente tecnológico, admite que os objetivos de aprendizagem a ela associados sejam definidos localmente pelas escolas, sem ancoragem nos direitos de aprendizagem nacionais, para que permaneçam atualizados frente à obsolescência das tecnologias.
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e) A transversalidade da Cultura Digital na BNCC pressupõe que cada componente curricular desenvolva autonomamente suas próprias habilidades digitais, sem necessidade de articulação interdisciplinar, pois a fragmentação por área de conhecimento assegura maior profundidade no tratamento das especificidades tecnológicas de cada campo disciplinar.
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