Uma professora de Educação Física pretende
incorporar, ao planejamento do bimestre, jogos e
brincadeiras vividos pelos estudantes no território (rua,
praça e comunidade).
Ela deseja evitar tanto o espontaneísmo recreativo
quanto a mera “esportivização” da prática, garantindo
que a experiência cotidiana seja convertida em
conhecimento escolar, com problematização e
mediação docente (regras, sentidos, valores e leitura
da cultura corporal). Considerando esse objetivo de conversão didática com
problematização e mediação docente, analise as
alternativas a seguir e aponte a que está CORRETA.
a) Incorporar essas práticas como objeto de ensino,
organizando situações didáticas que retomem regras e
sentidos da vivência, promovam análise de valores
(cooperação, disputa, inclusão), ampliem repertórios e
explicitem o caráter cultural e histórico das práticas
corporais, com intervenções planejadas do docente.
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b) Incorporar as práticas como estratégia de
engajamento inicial, priorizando a participação e a
socialização, e deixando a reflexão sobre regras e
significados para momentos pontuais, pois o principal
ganho pedagógico reside na adesão dos estudantes às
aulas e na redução de conflitos.
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c) Incorporar as práticas preservando, como eixo, a
forma como ocorrem no território, evitando alterações
de regras e intervenções interpretativas, para que a
escola não imponha leituras externas que modifiquem
o sentido comunitário original da brincadeira.
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d) Incorporar as práticas com foco na padronização
técnica e na execução correta dos gestos,
estabelecendo parâmetros fixos de desempenho e
correção, de modo a transformar a brincadeira em
treinamento de habilidades motoras, assegurando
comparabilidade de resultados entre turmas.
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e) Incorporar as práticas como atividade de
convivência, destinando-as principalmente a
momentos de acolhimento e relaxamento no
contraturno, sem necessidade de explicitação de
objetivos de aprendizagem, pois a função social da
recreação já atende às finalidades formativas do
componente.
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