No planejamento da Educação Física escolar, as lutas
e as práticas corporais de combate ainda suscitam
interpretações divergentes quanto à sua presença no
currículo.
Em alguns contextos, tais práticas são indevidamente
associadas à agressividade ou ao estímulo à violência,
enquanto, em perspectiva pedagógica, podem ser
abordadas como manifestações da cultura corporal
dotadas de regras, sentidos históricos, valores,
técnicas e formas específicas de interação.
Nesse cenário, o tratamento didático dessas práticas
exige do professor compreensão conceitual que
permita distingui-las de condutas violentas e situá-las
adequadamente no âmbito escolar.
Considerando a atuação do professor de Educação
Física no tratamento pedagógico das lutas e das
práticas corporais de combate, indique a alternativa
CORRETA.
a) As lutas e as práticas corporais de combate podem
integrar o currículo da Educação Física quando o
professor as utiliza para canalizar pedagogicamente
impulsos de agressividade próprios da infância e da
adolescência, tomando essa função reguladora como
fundamento central de sua inserção escolar.
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b) As lutas e as práticas corporais de combate podem
integrar o currículo da Educação Física como
manifestações da cultura corporal que, ao serem
tematizadas pedagogicamente, permitem ao professor
abordar regras, controle corporal, respeito ao outro,
sentidos socioculturais e formas específicas de
interação, sem que isso se confunda com estímulo à
violência.
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c) As lutas e as práticas corporais de combate podem
integrar o currículo da Educação Física desde que o
professor as organize prioritariamente como
experiências de disciplina comportamental e
contenção de conflitos, convertendo esse propósito
moralizador no eixo definidor do conteúdo.
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d) As lutas e as práticas corporais de combate podem
integrar o currículo da Educação Física na medida em
que favorecem a autodefesa e a prontidão corporal dos
estudantes, fazendo dessas finalidades utilitárias o
critério principal de legitimação pedagógica da área.
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e) As lutas e as práticas corporais de combate podem
integrar o currículo da Educação Física quando
selecionadas para desenvolver atitudes de firmeza,
competitividade e imposição técnica sobre o oponente,
assumindo esses traços como expressão educativa
própria dessas práticas no contexto escolar.
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