Em 2005, entrevistei 12 professores de Ensino Religioso. Desses, 9 afirmaram saber que existem alunos e
alunas de candomblé em sala de aula, mas disseram que não falam dessa religião “para não criar conflito”.
Verificamos, nas falas dos entrevistados, muita discriminação e preconceitos. Crianças de candomblé
frequentam escolas como qualquer outra criança de qualquer outro credo, mas “não são vistas”, “não
existem” e, “quando existem”, são encaradas por muitos professores como “um problema a ser resolvido”.
Nesse caso, a escola contribui para que essas crianças se calem e escondam a sua fé.
CAPUTO, S. G. Ogan, adósu, òjè, ègbónmi e ekedi. O candomblé também está na escola. Mas como?
In: MOREIRA, A.; CANDAU, V. (org.). Multiculturalismo. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2008. p. 176 -177 (adaptado).
Considerando que o racismo religioso tem produzido a exclusão de crianças pertencentes às religiões de
matrizes africanas em diversas escolas no Brasil, assinale a opção que apresenta uma ação adequada para
o enfrentamento desse tipo de racismo em uma escola, a partir da situação descrita no texto.