Ele deveria começar perguntando: “Quem constituiu as fontes? Em que condições? Para quê? O que
expressam? O que dizem, o que não dizem?”.
PEREIRA L. L. C. Nos arquivos da Polícia Política. Reflexões sobre uma experiência de pesquisa no
DOPS do Rio de Janeiro. Acervo, Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, p. 254-267, jan./jun. 2014.
Desde 2015, os arquivos da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações de direitos
humanos no Brasil entre 1946 e 1988, estão disponíveis para consulta online no site do Arquivo Nacional.
Os documentos foram extraídos de arquivos produzidos pelo Estado brasileiro e por órgãos militares de
inteligência e espionagem, entretanto, dadas suas condições de produção, eles revelam mais sobre a polícia
da época e sobre a violação de direitos humanos do que sobre as pessoas investigadas e os crimes a elas
imputados. Por isso, o seu uso escolar demanda uma abordagem sensível, respeitosa e que encoraje a
reflexão crítica sobre “o que” era documentado e sobre “como” foi documentado.
Nesse caso, a maneira adequada de promover a autonomia dos estudantes no trabalho com as fontes
documentais desse tipo de acervo é orientá-los a