O adoecimento em si é marcadamente um momento de crise , uma vez que acarreta possíveis rupturas
significativas e mobilizações emocionais, possuindo implicações e desdobramentos pessoais na vida
de quem se encontra hospitalizado. É, portanto, uma experiência de mal-estar que tem um poder
desestabilizador e que necessita de cuidados (CFP, 2019). Acerca da atuação de psicólogas(os) nos
serviços hospitalares do SUS, é correto afirmar:
a) Intervenções em crise constituem-se de manejos breves e adequados às situações de hospitalização,
podendo ser ofertadas pela(o) psicóloga(o) àqueles que não apresentam estratégias de enfrentamento
construtivas e que reagem de modo mal adaptativo e destrutivo aos acontecimentos.
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b) O trabalho da(o) psicóloga(o) em hospitais do SUS se insere na chamada Atenção Terciária ou Atenção
de Alta Complexidade, também denominada de alta densidade tecnológica. A Psicologia Hospitalar não
se aplica a serviços de atenção secundária, de média densidade tecnológica, sendo estes campos
próprios da Psicologia da Saúde.
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c) Cabe exclusivamente à(ao) psicóloga(o) inserida(o) no contexto hospitalar a devida atenção ao que está
acontecendo com o paciente e seus familiares que vivenciam a perda da saúde, identificando reações
emocionais próprias do adoecimento, tais como inconformismo, negação, passividade ou regressão.
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d) A Psicologia no hospital tem como principal objetivo dar voz às subjetividades, aproximando-se do
paciente em sofrimento, minimizando a elaboração simbólica do adoecimento e trabalhando para validar
sentimentos presentes, entrando em contato com as dificuldades do momento.
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e) O trabalho da(o) psicóloga(o) incide nos aspectos objetivos e emocionais do adoecimento, evidenciando
possíveis desdobramentos relacionados ao tratamento, à recuperação, às sequelas, aos cuidados
paliativos e ao óbito.
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