Uma professora de Literatura está planejando uma aula para uma turma da 2ª sé...

Uma professora de Literatura está planejando uma aula para uma turma da 2ª série do Ensino Médio sobre a obra Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak. Ela deseja abordar a distinção entr...


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Uma professora de Literatura está planejando uma aula para uma turma da 2ª série do Ensino Médio sobre a obra Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak. Ela deseja abordar a distinção entre obras canônicas e não canônicas, bem como a influência dessas obras na formação dos leitores. Nesse sentido, a professora destacará que Krenak é um autor não canônico, cujas obras desafiam as normas literárias tradicionais. Um dos trechos selecionados para a leitura com a turma é apresentado a seguir.
E os caras: “Não, toma essa roubada. Toma a Bíblia, toma a cruz, toma o colégio, toma a universidade, toma a estrada, toma a ferrovia, toma a mineradora, toma a porrada”. Ao que os povos responderam: “O que é isso? Que programa esquisito! Não tem outro, não?”.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. p. 29-30.

A partir da leitura desse trecho, a docente pretende destacar como a repetição da palavra “toma” cria um efeito de insistência, utilizado pelo autor como estratégia para enfatizar a imposição da civilização sobre os povos tradicionais. Ao considerar que a civilização impôs uma única visão de progresso, ignorando outras possibilidades, a professora promoverá a interdisciplinaridade com a disciplina de História, relembrando a resistência indígena no período da colonização e a preservação das tradições culturais ao longo do tempo.

Nessa situação, é adequado que a professora, ao contrapor a literatura canônica à não canônica, explique aos alunos que a literatura não canônica de Krenak
Analisando...
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