David Castilho
EQUIPE
27/08/2026 • 08:01
Vamos analisar essa questão que exige conhecimento da obra de Pierre Bourdieu, um dos mais influentes sociólogos da educação. O tema central é a reprodução das desigualdades escolares, mesmo quando há ampliação do acesso à educação.
Bourdieu argumenta que a escola não é neutra e tende a reproduzir as desigualdades sociais porque valoriza como universais certos saberes e disposições típicos das classes dominantes. Isso faz com que estudantes de famílias que têm maior capital cultural (ou seja, familiaridade com as referências, modos de falar, pensar e agir valorizados na escola) cheguem com vantagem e tenham mais facilidade de progredir e serem reconhecidos como 'talentosos' ou 'merecedores'. Já os estudantes de classes populares encontram mais dificuldade, pois seus saberes e modos de ser não são tão valorizados.
Analisando as opções: as alternativas a, b, e c tentam sugerir que o simples aumento de oportunidades igualaria as chances ou neutralizaria as desvantagens de origem, contrariando a teoria bourdieusiana de que a escola reforça desigualdades ao tomar certas culturas como sendo universais.
A alternativa d traz exatamente a crítica de Bourdieu: diz que, mesmo com mais vagas e políticas de acesso, a escola continua funcionando como espaço de legitimação das desigualdades, pois valoriza estilos, linguagens e modos de aprender típicos dos grupos dominantes, transformando desigualdades sociais em diferenças consideradas 'naturais' de mérito ou talento. Essa é portanto a correta.
O gabarito, segundo a teoria de Pierre Bourdieu, é a letra d.
Bourdieu argumenta que a escola não é neutra e tende a reproduzir as desigualdades sociais porque valoriza como universais certos saberes e disposições típicos das classes dominantes. Isso faz com que estudantes de famílias que têm maior capital cultural (ou seja, familiaridade com as referências, modos de falar, pensar e agir valorizados na escola) cheguem com vantagem e tenham mais facilidade de progredir e serem reconhecidos como 'talentosos' ou 'merecedores'. Já os estudantes de classes populares encontram mais dificuldade, pois seus saberes e modos de ser não são tão valorizados.
Analisando as opções: as alternativas a, b, e c tentam sugerir que o simples aumento de oportunidades igualaria as chances ou neutralizaria as desvantagens de origem, contrariando a teoria bourdieusiana de que a escola reforça desigualdades ao tomar certas culturas como sendo universais.
A alternativa d traz exatamente a crítica de Bourdieu: diz que, mesmo com mais vagas e políticas de acesso, a escola continua funcionando como espaço de legitimação das desigualdades, pois valoriza estilos, linguagens e modos de aprender típicos dos grupos dominantes, transformando desigualdades sociais em diferenças consideradas 'naturais' de mérito ou talento. Essa é portanto a correta.
O gabarito, segundo a teoria de Pierre Bourdieu, é a letra d.