Ingrid Nunes
EQUIPE
27/08/2026 • 02:01
Vamos começar a analisar o contexto dessa questão, que discute as relações entre educação e mundo do trabalho, principalmente sob a ótica das concepções críticas do pensamento pedagógico entre 1969 e 2001. Esse foi um período marcado por profundas transformações: a transição do modelo fordista/taylorista para um novo paradigma produtivo, marcado pela chamada reestruturação produtiva, o avanço do neoliberalismo e a emergência da noção de educação por competências.
As críticas pedagógicas dessa época tratam da influência das exigências do mercado de trabalho sobre a escola, mostrando como o discurso da formação de um trabalhador 'flexível' e 'autônomo' é usado para adequar a mão-de-obra ao modelo econômico neoliberal.
Vamos olhar agora as alternativas:
A alternativa A fala sobre o reforço do modelo fordista e da especialização precoce. No entanto, após os anos 1970, esse modelo é criticado e perde espaço para as ideias de flexibilidade e polivalência do trabalhador.
A alternativa B sugere que ao priorizar o trabalhador polivalente, a escola neutraliza as contradições entre capital e emancipação social, mas a pedagogia crítica afirma justamente o contrário: que as contradições persistem e a polivalência serve mais ao capital do que à emancipação.
A alternativa C afirma que a escola se consolida como transmissora universal de saberes científicos com função social igualitária via instrução técnica rígida, mas isso remete a uma perspectiva tecnicista antiga, superada nesse período.
A alternativa D fala de um rompimento com a Teoria do Capital Humano ao adotar o 'aprender a aprender'. Porém, o 'aprender a aprender' nasce justamente no bojo das reformas influenciadas pela lógica da empregabilidade e adaptação ao mercado, não sendo um afastamento puro da dimensão econômica.
Já a alternativa E acerta ao apontar que a escola passa de um modelo baseado em eficiência técnica para uma lógica de gestão de competências, com ênfase instrumental na autonomia, destacando como essa 'autonomia' serve como ferramenta de flexibilização e adaptação às exigências de um mercado em constante mudança. Essa análise é consistente com o pensamento crítico do período, que destaca essa reconfiguração das finalidades escolares em consonância com o novo capitalismo flexível.
Portanto, o gabarito correto é a alternativa E.
As críticas pedagógicas dessa época tratam da influência das exigências do mercado de trabalho sobre a escola, mostrando como o discurso da formação de um trabalhador 'flexível' e 'autônomo' é usado para adequar a mão-de-obra ao modelo econômico neoliberal.
Vamos olhar agora as alternativas:
A alternativa A fala sobre o reforço do modelo fordista e da especialização precoce. No entanto, após os anos 1970, esse modelo é criticado e perde espaço para as ideias de flexibilidade e polivalência do trabalhador.
A alternativa B sugere que ao priorizar o trabalhador polivalente, a escola neutraliza as contradições entre capital e emancipação social, mas a pedagogia crítica afirma justamente o contrário: que as contradições persistem e a polivalência serve mais ao capital do que à emancipação.
A alternativa C afirma que a escola se consolida como transmissora universal de saberes científicos com função social igualitária via instrução técnica rígida, mas isso remete a uma perspectiva tecnicista antiga, superada nesse período.
A alternativa D fala de um rompimento com a Teoria do Capital Humano ao adotar o 'aprender a aprender'. Porém, o 'aprender a aprender' nasce justamente no bojo das reformas influenciadas pela lógica da empregabilidade e adaptação ao mercado, não sendo um afastamento puro da dimensão econômica.
Já a alternativa E acerta ao apontar que a escola passa de um modelo baseado em eficiência técnica para uma lógica de gestão de competências, com ênfase instrumental na autonomia, destacando como essa 'autonomia' serve como ferramenta de flexibilização e adaptação às exigências de um mercado em constante mudança. Essa análise é consistente com o pensamento crítico do período, que destaca essa reconfiguração das finalidades escolares em consonância com o novo capitalismo flexível.
Portanto, o gabarito correto é a alternativa E.