A professora Brenda identificou uma grande dificuldade dos alunos dessa turma...

A professora Brenda identificou uma grande dificuldade dos alunos dessa turma em elaborar situações-problema. Conforme Nacarato, Mengali e Passos (2019), isso pode acontecer porque esses alunos “nã...


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Leia o texto a seguir para responder a questão:


Nacarato, Mengali e Passos (2019) trabalham diversos exemplos de sala de aula para debaterem o ensino e a aprendizagem da matemática. Em uma das passagens, as autoras apresentam o registro do aluno Pal, feito após uma atividade sobre o comprimento da cobra, quando a professora Brenda solicitou a elaboração de uma situação-problema sobre o contexto trabalhado em sala de aula:

“A coba foi ao mercado com a sua mãe fazer compras ela pegou um saco de arroz no valor de 3,50 R$ e sua mãe compou uma sacola de pão que custa 5,00 R$, quanto elas gastaram?” (Pal)

A professora observou que, assim como Pal, outros alunos da turma, quando solicitados a elaborar situações- -problema, traziam contextos de compras em supermercado.
A professora Brenda identificou uma grande dificuldade dos alunos dessa turma em elaborar situações-problema. Conforme Nacarato, Mengali e Passos (2019), isso pode acontecer porque esses alunos “não tinham o hábito da escrita nas aulas de matemática (principalmente para elaboração de problemas)”, mas também porque
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    26/08/2026 • 22:01
    Vamos analisar essa situação envolvendo a dificuldade dos alunos em criar situações-problema na aula de matemática, como aponta o trecho do livro de Nacarato, Mengali e Passos (2019). Eles destacam que esses alunos não estavam acostumados a escrever na aula de matemática, especialmente ao criar problemas, o que já indica algo importante sobre o processo de ensino.

    Sobre as alternativas que explicam o motivo dessa dificuldade: a alternativa A fala de falta de exposição ao modo correto de abordar problemas, mas não é especificamente o ponto-chave segundo a referência. A letra B sugere que dar ênfase às experiências matemáticas impede o trabalho abstrato, o que não é coerente com o ensino atual, que valoriza a aprendizagem significativa via experiências reais. A letra D trata de maturidade cognitiva, como se fosse necessário apenas esperar pelos alunos, o que também não é defendido pelas autoras. Já a opção E sugere delegar a criação de problemas à aula de português, algo totalmente contrário à interdisciplinaridade defendida hoje em dia.

    A alternativa C, por sua vez, traz a ideia de que os alunos estavam acostumados a resolver problemas matemáticos apenas aplicando algoritmos (como fazer contas diretamente) e sem necessariamente entender o contexto e o significado por trás desses problemas. Isso é bem frequente na história do ensino da matemática e vai totalmente ao encontro do que o texto destaca. Portanto, essa alternativa está correta.

    Gabarito: C.
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