Um professor do Ensino Fundamental – Anos Fin...

Um professor do Ensino Fundamental – Anos Finais está planejando uma unidade didática sobre "Danças Urbanas". Em seu planejamento, ele prevê não apenas o ensino dos ...


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Um professor do Ensino Fundamental – Anos Finais está planejando uma unidade didática sobre "Danças Urbanas". Em seu planejamento, ele prevê não apenas o ensino dos passos técnicos (o "fazer"), mas também a análise da origem histórica do Hip Hop, as condições de desigualdade social das periferias onde a dança surgiu e como a mídia comercializa essa prática cultural na atualidade.


Ao tratar a dança como um conhecimento que possui raízes históricas, significados sociais e que deve ser analisado à luz das contradições da sociedade capitalista, o professor fundamenta sua prática na:

Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    26/08/2026 • 20:01
    Vamos analisar o que essa questão traz para a gente. O enunciado fala de um professor que está planejando o ensino das Danças Urbanas não só na prática, mas também contextualizando a origem do Hip Hop, refletindo sobre desigualdades sociais e questionando a comercialização dessa prática pela mídia. Ou seja, o professor não está só ensinando a executar os movimentos (o saber fazer), mas, principalmente, mergulhando na história, nos significados e nas contradições sociais dessa manifestação cultural.

    Existe, na Educação Física, uma abordagem chamada Crítico-Superadora, baseada nos estudos de Coletivo de Autores (1992), que defende exatamente essa visão ampliada, histórica e crítica dos conteúdos ensinados: compreender quem produziu, em que contexto, que contradições estão em jogo e como a sociedade os transforma. As outras alternativas têm algumas aproximações superficiais, mas nenhuma oferece essa densidade crítica e dialética.

    Por exemplo, a Abordagem Tradicional (c) prioriza a prática e técnicas; a Crítico-Funcionalista (d) fala em críticas mas acaba se prendendo à função e não à superação das contradições; a Historicista (b) pode até pensar em história, mas sem necessariamente ter a postura crítica da superação; já a Crítico-Reflexiva (e) enfatiza reflexão sobre a prática, mas sem aprofundar o viés histórico e de superação social.

    Assim, quando o professor trata do conteúdo relacionando com questões sociais, econômicas e históricas, está se apropriando principalmente da Abordagem Crítico-Superadora. Portanto, essa é a alternativa correta.
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