Lucas, 8 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, foi encaminhado ao ...

Lucas, 8 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico porque apresenta dificuldades recorrentes em leitura, escrita e resolução de problemas matem...


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Lucas, 8 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico porque apresenta dificuldades recorrentes em leitura, escrita e resolução de problemas matemáticos. Em sala de aula, costuma demorar para copiar as atividades, troca algumas letras ao escrever, evita ler em voz alta e demonstra insegurança quando precisa realizar tarefas sozinho. A professora relata que Lucas participa melhor quando recebe mediação individual, exemplos concretos e tempo ampliado para concluir as atividades. Em casa, a família observa que ele se frustra facilmente diante dos deveres escolares, dizendo que “não consegue aprender”. O caso exige investigação psicopedagógica cuidadosa para compreender sua relação com o aprender, seus conhecimentos prévios, aspectos emocionais, contexto familiar, práticas escolares e possíveis obstáculos que interferem em seu desempenho.
Considerando os princípios de um diagnóstico psicopedagógico técnico e sequencialmente adequado no contexto do caso descrito, é CORRETO afirmar que:
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    26/08/2026 • 18:02
    Vamos analisar juntos essa questão bastante prática sobre o diagnóstico psicopedagógico. Ela descreve o caso de Lucas, estudante com dificuldades em leitura, escrita e matemática, além de traços de insegurança e necessidade de apoio escolar e familiar. A pergunta exige identificar qual alternativa melhor aborda os procedimentos técnicos e sequenciais do diagnóstico psicopedagógico atual, considerando o sujeito, seu contexto e a dinâmica do processo investigativo.
    Observando as alternativas, notamos que as letras 'a', 'b', 'd' e 'e' reduzem excessivamente o processo diagnóstico a testes e observações pontuais, desconsiderando a construção processual do diagnóstico, a escuta inicial de todos os envolvidos (família, criança e escola) e a importância das hipóteses provisórias serem revistas ao longo da avaliação. Elas dão pouca ênfase para o caráter investigativo amplo, multidimensional e dialógico recomendado em psicopedagogia; algumas até sugerem devolutivas ou conclusões muito precoces, o que não é adequado.
    Já a alternativa 'c' traz o caminho mais correto: inicia pela escuta da queixa, articula informações da família, escola e criança, realiza diferentes etapas do percurso diagnóstico (observação, aplicação de instrumentos e atividades, levantamento de hipóteses), e propõe uma síntese final que só acontece após investigação cuidadosa e reajuste eventual das hipóteses levantadas no processo. Essa alternativa respeita o caráter interdisciplinar, flexível e investigativo do diagnóstico psicopedagógico, culminando em ações articuladas e significativas.
    Por tudo isso, o gabarito correto é a letra c.
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