David Castilho
EQUIPE
26/08/2026 • 18:02
Para responder essa questão, temos que lembrar dos estudos de Lev Vygotsky sobre o desenvolvimento do pensamento, linguagem e inteligência. O grande diferencial do pensamento de Vygotsky está na importância que ele atribui ao contexto social e à linguagem como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento das funções mentais superiores.
Vygotsky defende que o desenvolvimento do pensamento está diretamente relacionado com a linguagem, e que ambos se constroem socialmente, ou seja, na interação da criança com o outro (adulto ou os mais experientes), por meio dos instrumentos culturais, sendo a linguagem o principal deles. Para ele, é justamente mediado por esses instrumentos, especialmente pela linguagem, que a criança incorpora e elabora o conhecimento.
Vamos analisar as alternativas:
a) Aqui fala que o pensamento é a inteligência interiorizada e que se apoia no simbolismo da linguagem e das imagens mentais. Apesar de próxima do pensamento sócio-histórico de Vygotsky, a formulação se aproxima mais do cognitivismo de Piaget, que trata da interiorização da ação pelo pensamento, e não da ênfase fundamental da linguagem e do social em Vygotsky.
b) Diz que a aquisição da linguagem é determinada pela interiorização do pensamento, ações da inteligência e experiência sociocultural. Novamente, aqui parece colocar o pensamento anterior à linguagem, o que não é o caso de Vygotsky. Ele enxerga que linguagem e pensamento têm trajetórias que se cruzam e depois se fundem.
c) Afirma que a inteligência é determinada pela interiorização do pensamento adquirido pela experiência sociocultural. Aqui o foco está na inteligência e não no pensamento, além de ligar inteligência à experiência sociocultural sem mencionar a importância central da linguagem.
d) Por fim, diz que o desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, pelos instrumentos linguísticos do pensamento e pela experiência sociocultural. Essa alternativa é a que mais se aproxima do ponto central de Vygotsky: a linguagem constitui a base da construção do pensamento e tem papel mediador, e o contexto social é indispensável no desenvolvimento cognitivo.
Portanto, o gabarito é a alternativa d.
Vygotsky defende que o desenvolvimento do pensamento está diretamente relacionado com a linguagem, e que ambos se constroem socialmente, ou seja, na interação da criança com o outro (adulto ou os mais experientes), por meio dos instrumentos culturais, sendo a linguagem o principal deles. Para ele, é justamente mediado por esses instrumentos, especialmente pela linguagem, que a criança incorpora e elabora o conhecimento.
Vamos analisar as alternativas:
a) Aqui fala que o pensamento é a inteligência interiorizada e que se apoia no simbolismo da linguagem e das imagens mentais. Apesar de próxima do pensamento sócio-histórico de Vygotsky, a formulação se aproxima mais do cognitivismo de Piaget, que trata da interiorização da ação pelo pensamento, e não da ênfase fundamental da linguagem e do social em Vygotsky.
b) Diz que a aquisição da linguagem é determinada pela interiorização do pensamento, ações da inteligência e experiência sociocultural. Novamente, aqui parece colocar o pensamento anterior à linguagem, o que não é o caso de Vygotsky. Ele enxerga que linguagem e pensamento têm trajetórias que se cruzam e depois se fundem.
c) Afirma que a inteligência é determinada pela interiorização do pensamento adquirido pela experiência sociocultural. Aqui o foco está na inteligência e não no pensamento, além de ligar inteligência à experiência sociocultural sem mencionar a importância central da linguagem.
d) Por fim, diz que o desenvolvimento do pensamento é determinado pela linguagem, pelos instrumentos linguísticos do pensamento e pela experiência sociocultural. Essa alternativa é a que mais se aproxima do ponto central de Vygotsky: a linguagem constitui a base da construção do pensamento e tem papel mediador, e o contexto social é indispensável no desenvolvimento cognitivo.
Portanto, o gabarito é a alternativa d.