Matheus Fernandes
EQUIPE
25/08/2026 • 20:01
Vamos analisar essa situação envolvendo psicogênese da escrita na perspectiva de Emília Ferreiro. Quando a criança escreve 'CVL' para 'CAVALO' e aponta uma letra para cada sílaba ao ler, ela demonstra que já reconhece a ideia de partes sonoras (as sílabas) e tenta representá-las com letras. Essa é uma característica marcante da hipótese silábica: a criança pensa que cada sílaba deve ser representada por uma letra, mesmo que nem sempre escolha a letra mais apropriada para cada som.
A alternativa a) diz que é hipótese silábico-alfabética, mas essa fase já pressupõe que a criança, além de perceber a sílaba, também começa a analisar sons menores (os fonemas), o que não é o caso da criança nessa questão — ela ainda trata cada sílaba como uma unidade e atribui apenas uma letra pra cada.
A letra b) pressupõe escrita alfabética com omissões, mas na escrita alfabética a criança já representa todos os fonemas da palavra, ainda que às vezes faltem letras. No caso apresentado, faltam várias letras e a lógica da criança é uma letra por sílaba, não por fonema.
A alternativa c) refere-se à hipótese pré-silábica, onde a criança ainda não entende que há uma relação entre a fala e a escrita, apenas faz registros aleatórios. Não é este o caso: percebe-se uma lógica de correspondência sonora entre fala (as sílabas) e escrita (as letras).
Já a alternativa d) define corretamente como 'hipótese silábica com valor sonoro', pois a criança já associa letras específicas às sílabas correspondentes e indica uma intervenção adequada: propor situações em que ela possa comparar palavras, analisar partes menores e experimentar novas escritas para avançar à próxima hipótese.
Portanto, o gabarito correto é a letra d.
A alternativa a) diz que é hipótese silábico-alfabética, mas essa fase já pressupõe que a criança, além de perceber a sílaba, também começa a analisar sons menores (os fonemas), o que não é o caso da criança nessa questão — ela ainda trata cada sílaba como uma unidade e atribui apenas uma letra pra cada.
A letra b) pressupõe escrita alfabética com omissões, mas na escrita alfabética a criança já representa todos os fonemas da palavra, ainda que às vezes faltem letras. No caso apresentado, faltam várias letras e a lógica da criança é uma letra por sílaba, não por fonema.
A alternativa c) refere-se à hipótese pré-silábica, onde a criança ainda não entende que há uma relação entre a fala e a escrita, apenas faz registros aleatórios. Não é este o caso: percebe-se uma lógica de correspondência sonora entre fala (as sílabas) e escrita (as letras).
Já a alternativa d) define corretamente como 'hipótese silábica com valor sonoro', pois a criança já associa letras específicas às sílabas correspondentes e indica uma intervenção adequada: propor situações em que ela possa comparar palavras, analisar partes menores e experimentar novas escritas para avançar à próxima hipótese.
Portanto, o gabarito correto é a letra d.