Ingrid Nunes
EQUIPE
25/08/2026 • 15:01
Vamos analisar esse texto do Nietzsche e as alternativas relacionadas ao papel do filósofo. O texto traz uma crítica à obrigatoriedade do ensino filosófico formal, questionando se o filósofo pode, com autenticidade, comprometer-se a ensinar todos os dias algo novo, para qualquer pessoa, em horários e temas pré-determinados. Surge a reflexão sobre a liberdade e a autenticidade do pensamento filosófico diante das exigências institucionais e educativas.
Agora, nas alternativas, a letra A mistura perspectivas, citando Sócrates, Descartes e Kant. Sócrates realmente tinha uma função pedagógica, dialogando, provocando e ensinando, mas a parte sobre Descartes e Kant está confusa e não há clareza no que seria 'papel atitudinal', além de forçar uma relação entre especulação filosófica e maus frutos, sem respaldo textual ou histórico.
A letra B fala sobre Byung-Chul Han, filósofo contemporâneo crítico das redes sociais e da sociedade do desempenho. Han realmente argumenta que, diante do excesso de informações e estímulos, as pessoas passam da hiperatividade para uma hiperpassividade, perdendo a capacidade contemplativa e reflexiva, típica do pensamento filosófico verdadeiro. Esse ponto está correto, pois destaca a tarefa do filósofo de recuperar o pensamento atento, reflexivo e contemplativo, o que se conecta bem ao texto de Nietzsche sobre as dificuldades e exigências do filosofar autêntico, não guiado por cronogramas externos.
A alternativa C sugere que Pascal vê o filósofo como naturalizador — porém, Pascal, na verdade, é crítico à razão filosófica, mostrando os limites do pensamento filosófico, sem atribuir ao filósofo o papel de naturalizar construções sociais. A menção ao legado genealógico de Nietzsche é pertinente, pois de fato ele propõe ao filósofo esse papel de rastrear, investigar e desnaturalizar valores, mas a descrição do papel atribuído a Pascal está equivocada.
Por fim, a opção D traz Sílvio Gallo enfatizando o alinhamento do papel do filósofo com demandas do Mercado e Tecnologia, voltado à adaptação e dinamismo do trabalho segundo diretrizes da OCDE. Isso não encontra respaldo na obra do autor nem corresponde à perspectiva da filosofia enquanto crítica e reflexão.
Com base nisso, a alternativa B é a correta, pois descreve de modo fiel uma preocupação central da filosofia contemporânea — o resgate da atenção e da contemplação —, alinhando-se tanto ao espírito da questão de Nietzsche quanto aos desafios atuais para o papel do filósofo.
Agora, nas alternativas, a letra A mistura perspectivas, citando Sócrates, Descartes e Kant. Sócrates realmente tinha uma função pedagógica, dialogando, provocando e ensinando, mas a parte sobre Descartes e Kant está confusa e não há clareza no que seria 'papel atitudinal', além de forçar uma relação entre especulação filosófica e maus frutos, sem respaldo textual ou histórico.
A letra B fala sobre Byung-Chul Han, filósofo contemporâneo crítico das redes sociais e da sociedade do desempenho. Han realmente argumenta que, diante do excesso de informações e estímulos, as pessoas passam da hiperatividade para uma hiperpassividade, perdendo a capacidade contemplativa e reflexiva, típica do pensamento filosófico verdadeiro. Esse ponto está correto, pois destaca a tarefa do filósofo de recuperar o pensamento atento, reflexivo e contemplativo, o que se conecta bem ao texto de Nietzsche sobre as dificuldades e exigências do filosofar autêntico, não guiado por cronogramas externos.
A alternativa C sugere que Pascal vê o filósofo como naturalizador — porém, Pascal, na verdade, é crítico à razão filosófica, mostrando os limites do pensamento filosófico, sem atribuir ao filósofo o papel de naturalizar construções sociais. A menção ao legado genealógico de Nietzsche é pertinente, pois de fato ele propõe ao filósofo esse papel de rastrear, investigar e desnaturalizar valores, mas a descrição do papel atribuído a Pascal está equivocada.
Por fim, a opção D traz Sílvio Gallo enfatizando o alinhamento do papel do filósofo com demandas do Mercado e Tecnologia, voltado à adaptação e dinamismo do trabalho segundo diretrizes da OCDE. Isso não encontra respaldo na obra do autor nem corresponde à perspectiva da filosofia enquanto crítica e reflexão.
Com base nisso, a alternativa B é a correta, pois descreve de modo fiel uma preocupação central da filosofia contemporânea — o resgate da atenção e da contemplação —, alinhando-se tanto ao espírito da questão de Nietzsche quanto aos desafios atuais para o papel do filósofo.