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Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) do IBGE, apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos têm certeza de que s...


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Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) do IBGE, apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos têm certeza de que se vacinaram contra o HPV. Embora a vacina esteja disponível gratuitamente para jovens de 9 a 14 anos, 10,4% dos entrevistados não foram vacinados e 34,6% não sabem se foram. Isso deixa quase 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis ao vírus. Metade dos estudantes não vacinados alegou não saber que precisava tomar a vacina.


Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, a hesitação vacinal no Brasil vai além das fake news, sendo motivada pela falta de informação, de acesso e pela baixa percepção de risco: “Muitas pessoas não sabem quando têm que se vacinar e quais as vacinas disponíveis". Para ela, a escola pode cumprir um papel primordial.

Adaptado de https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-03/

Com relação ao papel da educação científica na promoção da vacinação e no enfrentamento da desinformação em saúde, assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.

( ) A dificuldade de alguns estudantes em reconhecer a importância da vacinação decorre principalmente da ausência desse conteúdo nos currículos escolares, pois a temática é abordada apenas no Ensino Fundamental e não retomada em etapas posteriores.

( ) Conhecer a trajetória histórica das vacinas, iniciada com os estudos de Edward Jenner no combate à varíola, passando pelo episódio da Revolta da Vacina, possibilita ao educando uma compreensão crítica da vacinação como política pública e das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade.

( ) A análise da carteira de vacinação do estudante, com foco na memorização dos nomes das vacinas e em qual idade elas devem ser tomadas, constitui uma estratégia pedagógica suficiente para combater as informações falsas.

As afirmativas são, respectivamente,

Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    25/08/2026 • 09:43
    Vamos analisar com calma cada assertiva sobre o papel da educação científica na vacinação e enfrentamento da desinformação em saúde. A primeira afirma que a dificuldade dos estudantes em reconhecer a importância da vacinação decorre principalmente da ausência do conteúdo nos currículos escolares, considerando que só aparece no Ensino Fundamental. Isso é falso, pois a hesitação vacinal é multifatorial: envolve questões de acesso, informação, percepção de risco e, como bem cita o texto, vai além da simples presença em conteúdos escolares de determinada etapa.
    A segunda fala que conhecer a trajetória histórica das vacinas – desde Edward Jenner até a Revolta da Vacina – possibilita uma compreensão crítica das políticas públicas e das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade. Essa está correta! Trazer a história das vacinas e debates sobre sua implementação fornece visão crítica e contextualizada, essencial para combater fake news e desenvolver autonomia dos estudantes.
    A terceira diz que analisar a carteira de vacinação priorizando a memorização dos nomes das vacinas e idades seria suficiente para combater informações falsas. Isso está errado. Apenas decorar dados não constrói senso crítico nem combate fake news: é preciso discussão ampla, contextualização e debate aberto.
    Portanto, o gabarito correto é a opção a) F – V – F.
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