“Èsù é o guarda dos cruzamentos. Ele é o falo, mensageiro entre o mundo divin...

“Èsù é o guarda dos cruzamentos. Ele é o falo, mensageiro entre o mundo divino e o profano. Dentre várias características ressaltadas dessa importante figura da mitologia Africana destacam-se: figu...


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“Èsù é o guarda dos cruzamentos. Ele é o falo, mensageiro entre o mundo divino e o profano. Dentre várias características ressaltadas dessa importante figura da mitologia Africana destacam-se: figura de sátira, paródia, mágico, indeterminação, ambiguidade, sÈsùalidade, sorte, incerteza, reconciliação, ordem e desordem. O Èsù é um elemento mítico complexo e uma figura clássica de mediação de unidade de forças opostas. Ele estabelece a relação dos seres com a ordem do Cosmos, Universo. O discurso de Èsù, metaforicamente, é a voz dupla. Ele é mistério de Àsè e lhe traz o imenso poder. O Àsè faz o Èsù, ‘ele o diz e o faz’ conforme o Oriki do Èsù” (Kronbauer, 2018). De acordo com o excerto acima sobre Elegbara (Legba/Exu), orixá presente nas tradições de matriz africana, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Corresponde, nas tradições africanas, à personificação do mal absoluto, razão pela qual ocupa posição antagônica à divindade criadora.
( ) É compreendido como mediador das relações entre diferentes dimensões da existência, associado à comunicação, ao movimento e às possibilidades de transformação.
( ) Ocupa a posição de divindade suprema, responsável pela criação do universo e pela origem dos demais orixás.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    25/08/2026 • 09:38
    Vamos analisar cada uma das afirmativas sobre Èsù (Exu), importante orixá das religiões de matriz africana.

    A primeira afirmação diz que Èsù é a personificação do mal absoluto, ocupando o lugar antagônico ao da divindade criadora. Isso é falso. Apesar de Exu ser associado à ambiguidade e à travessura, ele não é visto nas tradições de matriz africana como uma figura demoníaca ou do mal absoluto, mas sim como um mediador, guardião dos caminhos e mensageiro entre o mundo divino e o mundo terreno. A ideia de Exu como o 'diabo' vem de uma leitura equivocada feita durante o processo de colonização e cristianização das culturas africanas.

    A segunda afirmação afirma que ele é compreendido como mediador, associado à comunicação e à transformação. Isso é verdadeiro. Como destacado no próprio enunciado, Exu é o guardião dos cruzamentos e pontos de passagem, sendo fundamental nas trocas e comunicações entre diferentes planos e dimensões.

    A terceira afirmação diz que Exu é a divindade suprema responsável pela criação do universo e origem dos demais orixás. Isso também é falso. Essa função está associada, nas tradições nagô-iorubás, a Olodumaré ou Olorum, e não a Exu. Exu é importante, mas não é o criador supremo.

    Portanto, a ordem correta é: F – V – F, que corresponde à alternativa a.

    O gabarito é a.
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