Marcos de Castro
EQUIPE
27/08/2026 • 14:01
Vamos analisar a questão que trata de países primário-exportadores e a importância da taxa de câmbio real nas relações de comércio internacional. Antes de irmos direto às alternativas, é bom lembrar que países primário-exportadores são aqueles cuja economia depende fortemente da exportação de produtos primários (agropecuários, minerais, etc) e, por isso, se preocupam bastante com a obtenção de divisas para financiar suas importações.
A alternativa (a) apresenta um erro conceitual: a capacidade de importar não é dada pela razão exportações sobre PIB, mas sim pela quantidade de divisas obtidas (normalmente via exportação) em relação à necessidade de importação.
A alternativa (b) diz que uma taxa de câmbio real elevada significa um duplo efeito negativo sobre a balança de comércio. Vamos lembrar: taxa de câmbio real elevada (real depreciado) é quando a moeda nacional está desvalorizada, o que normalmente barateia nossos produtos no mercado externo e encarece produtos importados. Isso geralmente é positivo para a balança comercial, pois estimula exportações e desencoraja importações, não o contrário como afirma a alternativa.
A alternativa (c) trata da apreciação da taxa de câmbio nominal. Se a moeda se valoriza (apreciação nominal), só teremos impacto negativo na balança se os preços internacionais ou domésticos não se ajustarem. Isso está correto, pois uma valorização cambial reduz a competitividade dos produtos nacionais no exterior, a não ser que haja compensação via preços.
A alternativa (d) diz que menos diversificação nas importações diminui a vulnerabilidade, mas, na verdade, quanto menos diversificada a pauta, mais dependente de certos produtos a economia fica, tornando-a mais vulnerável, e não menos.
Por fim, a alternativa (e) se equivoca sobre a hipótese de deterioração dos termos de troca. Essa hipótese sugere que países exportadores de produtos primários tendem a sofrer com piora nos termos de troca ao longo do tempo, não o contrário como citado.
Dessa forma, a alternativa correta é a letra C.
A alternativa (a) apresenta um erro conceitual: a capacidade de importar não é dada pela razão exportações sobre PIB, mas sim pela quantidade de divisas obtidas (normalmente via exportação) em relação à necessidade de importação.
A alternativa (b) diz que uma taxa de câmbio real elevada significa um duplo efeito negativo sobre a balança de comércio. Vamos lembrar: taxa de câmbio real elevada (real depreciado) é quando a moeda nacional está desvalorizada, o que normalmente barateia nossos produtos no mercado externo e encarece produtos importados. Isso geralmente é positivo para a balança comercial, pois estimula exportações e desencoraja importações, não o contrário como afirma a alternativa.
A alternativa (c) trata da apreciação da taxa de câmbio nominal. Se a moeda se valoriza (apreciação nominal), só teremos impacto negativo na balança se os preços internacionais ou domésticos não se ajustarem. Isso está correto, pois uma valorização cambial reduz a competitividade dos produtos nacionais no exterior, a não ser que haja compensação via preços.
A alternativa (d) diz que menos diversificação nas importações diminui a vulnerabilidade, mas, na verdade, quanto menos diversificada a pauta, mais dependente de certos produtos a economia fica, tornando-a mais vulnerável, e não menos.
Por fim, a alternativa (e) se equivoca sobre a hipótese de deterioração dos termos de troca. Essa hipótese sugere que países exportadores de produtos primários tendem a sofrer com piora nos termos de troca ao longo do tempo, não o contrário como citado.
Dessa forma, a alternativa correta é a letra C.