Sílvia, apesar da surdez profunda (maior que 91 dB), é bilíngue, sinalizada e...

Sílvia, apesar da surdez profunda (maior que 91 dB), é bilíngue, sinalizada e oralizada. Desde a abertura de sua conta-corrente no Banco “123”, tem feito todas as suas transações pelo canal


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Sílvia, apesar da surdez profunda (maior que 91 dB), é bilíngue, sinalizada e oralizada. Desde a abertura de sua conta-corrente no Banco “123”, tem feito todas as suas transações pelo canal mobile banking. Atendendo a uma ação de Promoção de Vendas, foi convencida a comprar um seguro de vida pelo canal físico, onde poderia ser melhor atendida, dada a sua deficiência. Chegando à agência, não havia nenhum funcionário que dominasse Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Uma forma mais segura e dentro das boas práticas de etiqueta, encontrada pelo funcionário do Banco, para que Sílvia compreendesse todo o conteúdo da proposta, dizendo-lhe “as coisas de forma a facilitar a comunicação com pessoas surdas, evitando rodeios e circunlóquios” (Bernardino, 2008; Moura, 2016), deve ser
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    27/08/2026 • 17:03
    Essa questão aborda um tema super atual e importante: a acessibilidade no atendimento bancário de pessoas surdas. Vamos analisar o caso. Sílvia é surda profunda, mas é bilíngue, utiliza LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e também se comunica oralmente. O banco a convenceu a ir presencialmente para que fosse melhor atendida – mas chegando lá, não havia ninguém que dominasse LIBRAS. A pergunta quer saber qual é a melhor conduta dentro das boas práticas de comunicação com surdos e o que seria o mais correto e respeitoso em relação à acessibilidade e inclusão.

    Analisando as alternativas: letros A propõe levá-la a um lugar reservado, enviar mensagens escritas e vídeos, tocar de leve para chamar atenção, acenar e falar normalmente quando estiver à frente dela. Isso está alinhado com a etiqueta de comunicar de forma clara com pessoas surdas: aproveitar recursos visuais, não falar alto (até porque o problema não é de volume), manter o contato visual e não gesticular fora do campo de visão.

    A alternativa B fala em manter Sílvia na área principal, falar alto, sem olhar pra ela e gesticular fora do campo de visão. Isso está longe das melhores práticas, porque falar alto não ajuda um surdo profundo, e ainda por cima não faz contato visual.

    A alternativa C é parecida com a B, igualmente inadequada, pois sugere gesticular aleatoriamente fora do alcance dela e não usar LIBRAS.

    A letra D repete o erro de falar alto, não olhar para Sílvia e não usar LIBRAS, mesmo levando-a a um lugar reservado – também inadequado.

    Por fim, a letra E sugere recusar o atendimento presencial e mandá-la embora, alegando que ela deve usar outro canal. Essa atitude não só é desrespeitosa, como também fere os princípios de acessibilidade, inclusão e cordialidade.

    Portanto, a opção mais correta é a alternativa A, pois contempla atitudes adaptadas que facilitam a compreensão e o conforto da pessoa surda, mesmo sem o domínio de LIBRAS pelo funcionário.

    O gabarito é a alternativa: a.
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