A atuação fonoaudiológica no câncer de
cabeça e pescoço tem como ações a avaliação
e reabilitação de funções como deglutição,
voz, fala e motricidade orofacial, que são
afetadas pela doença e seu tratamento, quase
sempre invasivo. O profissional atua em
diferentes fases: no pré-operatório,
oferecendo orientação e apoio; e no pósoperatório, realizando terapias para minimizar
as sequelas, restaurar a comunicação e a
alimentação, e melhorar a qualidade de vida
do paciente. Com relação às práticas
fonoaudiológicas em pacientes oncológicos de
cabeça e pescoço, assinale a alternativa
correta.
a) As orientações pré-operatórias aos
pacientes que irão fazer laringectomia
parcial, do tipo horizontal supraglótica,
devem incluir esclarecer ao paciente que
sua voz terá profundas mudanças,
especialmente porque não será mais
emitida pela laringe e sim pelo esôfago.
✂️
b) Nas glossectomias a fase da deglutição
mais afetada é frequentemente a faríngea,
uma vez que o paciente, sem a língua ou
sem parte dela, não consegue ejetar o bolo
para a orofaringe, necessitando de
reabilitação sensorial intraoral.
✂️
c) A mandibulectomia total, cirurgia em que é
removida a mandíbula, traz como principal
sequela a disfagia por dificuldade no
manejo de saliva, resultando em
incontinência oral por falta de selamento
labial, sendo esse o maior foco da nossa
atuação nesses pacientes.
✂️
d) O trabalho de gerenciamento de saliva é o
foco mais importante no pós-operatório
imediato de tireoidectomia total, uma vez
que a cirurgia é extensa e as sequelas na
deglutição, se não tratadas em momento
adequado, podem ser definitivas.
✂️
e) A remoção de tumores de palato deixa
sequelas vocais graves, uma vez que a
comunicação definitiva entre as cavidades
oral e nasal prejudica a ressonância vocal,
de forma que o enfoque da reabilitação
fonoaudiológica nesses casos é na voz.
✂️