Segundo historiadores, o principal legado do grande matemático italiano Leonardo Pisano, mais conhecido
como Fibonacci, foi ajudar a Europa a abandonar o antigo sistema de algarismos romanos e adotar os numerais
indo-arábicos. Eles constam em seu Liber Abaci (“Livro de Cálculo”), escrito em 1202, após estudos com um
professor árabe. Na mesma obra, há referência a um texto anterior chamado Modum algebre et almuchabale,
e na margem está escrito Maumeht, que é a versão em latim do nome Mohamed. No caso, a referência é
especificamente para Abu Ja’far Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi, conhecido como Al-Khuarismi, que viveu
aproximadamente entre os anos 780 e 850. A obra de Al-Khuarismi aborda um aspecto crucial de toda nossa
vida. Por causa dela, o mundo europeu percebeu que sua maneira de fazer conta — ainda essencialmente
baseada em algarismos romanos — era irremediavelmente ineficiente e atrapalhada. Se eu pedir para você
multiplicar 123 por 11, você consegue calcular até de cabeça. A resposta é 1 353. Agora tente fazer isso com
algarismos romanos: você tem que multiplicar CXXIII por XI. Pode ser feito, claro. Mas não é nem um pouco fácil.
O sábio que introduziu algarismos arábicos no Ocidente e nos salvou de multiplicar CXXIII por XI.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 01 jun. 2024 (adaptado).
Considerando-se o caso descrito, é correto afirmar que o processo de construção do conhecimento na
Europa Medieval foi caracterizado por uma relação entre Ocidente e Oriente, denominada