Durante o Período Regencial, após a abdicação de D.
Pedro I, o país viveu momentos de turbulência e de
conflitos diante das condições de miséria e descaso com
os setores mais desfavorecidos, como negros forros,
escravos, indígenas e homens livre em condição de
pobreza. Nesse sentido, quase todas as regiões tiveram
conflitos localizados, alguns de grande impacto para a
nova nação independente. No Grão-Pará, aconteceu um
violento conflito entre 1835 e 1840, onde índios, mestiços
e pobres analfabetos que viviam amontoados em
habitações de barro à beira dos rios (que originou o nome
da revolta), usados como mão de obra em forma de
semiescravidão na província, e integrantes da classe
média uniram-se nessa revolta, com objetivo de
aumentar a importância do seu território no governo
central brasileiro e, enfrentar a questão da pobreza na
região. O conflito foi duramente reprimido pelas forças
regenciais. Essa revolta foi chamada de: