Marcos de Castro
EQUIPE
29/08/2026 • 06:01
Vamos conversar sobre um tema muito comum na prática clínica da Fonoaudiologia: a Disfunção Temporomandibular, ou DTM. Para diagnosticar DTM, usamos os Critérios Diagnósticos de Pesquisa para DTM (DC/TMD), que são mundialmente reconhecidos para uniformizar e aumentar a precisão do diagnóstico nessa área. Os DC/TMD priorizam sinais e sintomas que realmente indicam alteração funcional das articulações ou músculos mastigatórios.
Analisando opção por opção: a letra A fala sobre assimetria discreta de lábios em repouso, mas isso não é um achado específico ou consistente para DTM nos critérios oficiais – pode estar presente em vários outros quadros ou até ser normal. A letra B menciona crepitação relacionada a deslocamento de disco com redução, porém a crepitação é mais típica de deslocamento sem redução ou de degeneração articular, não sendo um critério sempre presente ou mais consistente. Já a letra C fala em dor muscular à palpação nos músculos mastigatórios, e esse achado é considerado padrão ouro quando se fala de DTM de origem muscular segundo o DC/TMD. Palpar a musculatura e perceber dor é um critério bem objetivo e bem estabelecido na literatura.
A letra D fala em limitação de abertura entre 45 e 55 mm, mas aqui precisamos lembrar que o valor normal geralmente é acima de 40 mm, então a abertura descrita não caracterizaria limitação – na verdade, seria considerada normal. Já a alternativa E trata de queixa subjetiva de fadiga mastigatória sem sinais clínicos. Por ser apenas uma queixa sem evidência ao exame, também não é critério consistente.
Portanto, a alternativa correta é a letra C: dor muscular à palpação nos músculos mastigatórios é um achado clínico bastante consistente segundo os Critérios Diagnósticos de Pesquisa para DTM, sustentando o diagnóstico especialmente na DTM de origem muscular. O gabarito é C.
Analisando opção por opção: a letra A fala sobre assimetria discreta de lábios em repouso, mas isso não é um achado específico ou consistente para DTM nos critérios oficiais – pode estar presente em vários outros quadros ou até ser normal. A letra B menciona crepitação relacionada a deslocamento de disco com redução, porém a crepitação é mais típica de deslocamento sem redução ou de degeneração articular, não sendo um critério sempre presente ou mais consistente. Já a letra C fala em dor muscular à palpação nos músculos mastigatórios, e esse achado é considerado padrão ouro quando se fala de DTM de origem muscular segundo o DC/TMD. Palpar a musculatura e perceber dor é um critério bem objetivo e bem estabelecido na literatura.
A letra D fala em limitação de abertura entre 45 e 55 mm, mas aqui precisamos lembrar que o valor normal geralmente é acima de 40 mm, então a abertura descrita não caracterizaria limitação – na verdade, seria considerada normal. Já a alternativa E trata de queixa subjetiva de fadiga mastigatória sem sinais clínicos. Por ser apenas uma queixa sem evidência ao exame, também não é critério consistente.
Portanto, a alternativa correta é a letra C: dor muscular à palpação nos músculos mastigatórios é um achado clínico bastante consistente segundo os Critérios Diagnósticos de Pesquisa para DTM, sustentando o diagnóstico especialmente na DTM de origem muscular. O gabarito é C.