Maria, 52 anos, IMC de 31 kg/m², apresenta síndrome metabólica com resistênci...

Maria, 52 anos, IMC de 31 kg/m², apresenta síndrome metabólica com resistência insulínica e esteatose hepática diagnosticada por ultrassonografia. Exames laboratoriais: HDL 38 mg/dL, triglicerídeo...


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Maria, 52 anos, IMC de 31 kg/m², apresenta síndrome metabólica com resistência insulínica e esteatose hepática diagnosticada por ultrassonografia. Exames laboratoriais: HDL 38 mg/dL, triglicerídeos 240 mg/dL, ALT levemente elevada. O nutricionista deve orientar a dieta mais adequada para seu quadro. A recomendação dietoterápica prioritária é
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    28/08/2026 • 06:01
    Vamos analisar essa questão sobre conduta nutricional na síndrome metabólica com esteatose hepática, um tema muito comum no consultório. Maria tem IMC na faixa da obesidade (31 kg/m²), HDL baixo, triglicerídeos elevados, resistência insulínica e enzima hepática levemente alterada, características clássicas do quadro metabólico. O principal objetivo nesse caso é reduzir o risco cardiovascular, a resistência insulínica e, claro, prevenir a progressão da doença hepática. O foco precisa ser a mudança do padrão alimentar para um estilo de vida mais saudável e, principalmente, sustentável.

    Opção A fala de jejum prolongado (≥24 horas), o que é contraindicado, pois além de não ser a prática prioritária, pode ser perigoso para pessoas com quadro metabólico associado.

    A alternativa B menciona aumento do consumo de ultraprocessados, mesmo que enriquecidos artificialmente. Isso não melhora a alimentação de ninguém – ultraprocessados estão muito ligados ao aumento do risco de doenças metabólicas.

    A alternativa C sugere uma dieta rica em proteína animal e exclusão de frutas e hortaliças para evitar carboidratos. Também está incorreta: restrições tão radicais não se justificam, já que frutas e hortaliças são essenciais à saúde (inclusive, as fibras delas ajudam a controlar glicemia e lipídeos).

    A alternativa D propõe a orientação fundamentada na redução das gorduras saturadas (presentes em carnes gordas, frituras, processados) e na priorização das insaturadas (encontradas em azeite, abacate, peixes, oleaginosas), sempre junto com uma dieta hipocalórica – medida priorizada no tratamento da obesidade, da esteatose e da síndrome metabólica. Esse é justamente o padrão recomendado pelas diretrizes atuais.

    Portanto, a melhor resposta é a alternativa D.
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