David Castilho
EQUIPE
28/08/2026 • 06:01
Vamos analisar juntos essa questão, que traz o caso do Carlos, uma criança de 3 anos da zona rural, com baixo peso, palidez, olhos ressecados e uma dieta muito pobre principalmente em proteínas, frutas e verduras. Além desses fatores, ele apresenta perda de apetite, diarreia recorrente e dificuldade de ganhar peso.
Primeiro, é importante lembrar que em áreas rurais e com baixa renda, a desnutrição é uma preocupação bem frequente, especialmente entre crianças pequenas. A dieta pobre em proteínas explica porque Carlos não está ganhando peso como deveria, além de resultar em palidez e maior vulnerabilidade a infecções (como a diarreia). Os olhos ressecados sugerem deficiência de vitamina A, que também é bastante comum em crianças que não consomem frutas, verduras e alimentos de origem animal.
Sobre as alternativas: a) hipervitaminose A e sobrepeso não fazem sentido no quadro, pois não há sinais nem de excesso de nutrientes, nem de peso. b) Anemia megaloblástica por deficiência de B12 é mais rara em crianças dessa faixa etária, especialmente em contextos onde o principal problema é a restrição geral de alimentos, sobretudo de proteínas. O quadro não aponta para isso. c) Desnutrição energético-proteica associada à hipovitaminose A corresponde certinho ao contexto da questão: baixo peso, má alimentação, palidez, riscos oculares sugestivos de falta de vitamina A. d) Obesidade associada ao consumo de ultraprocessados não faz sentido nesse cenário específico, dada a descrição de desnutrição.
Portanto, a principal preocupação nutricional no caso de Carlos é realmente a desnutrição energético-proteica associada à deficiência de vitamina A.
Gabarito: c.
Primeiro, é importante lembrar que em áreas rurais e com baixa renda, a desnutrição é uma preocupação bem frequente, especialmente entre crianças pequenas. A dieta pobre em proteínas explica porque Carlos não está ganhando peso como deveria, além de resultar em palidez e maior vulnerabilidade a infecções (como a diarreia). Os olhos ressecados sugerem deficiência de vitamina A, que também é bastante comum em crianças que não consomem frutas, verduras e alimentos de origem animal.
Sobre as alternativas: a) hipervitaminose A e sobrepeso não fazem sentido no quadro, pois não há sinais nem de excesso de nutrientes, nem de peso. b) Anemia megaloblástica por deficiência de B12 é mais rara em crianças dessa faixa etária, especialmente em contextos onde o principal problema é a restrição geral de alimentos, sobretudo de proteínas. O quadro não aponta para isso. c) Desnutrição energético-proteica associada à hipovitaminose A corresponde certinho ao contexto da questão: baixo peso, má alimentação, palidez, riscos oculares sugestivos de falta de vitamina A. d) Obesidade associada ao consumo de ultraprocessados não faz sentido nesse cenário específico, dada a descrição de desnutrição.
Portanto, a principal preocupação nutricional no caso de Carlos é realmente a desnutrição energético-proteica associada à deficiência de vitamina A.
Gabarito: c.