Marcos de Castro
EQUIPE
13/09/2026 • 22:01
Vamos falar sobre tipos de narradores e foco narrativo, tema super importante para entender como uma história é contada. No fragmento de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis cria um narrador que é o próprio protagonista da história, mas que já está morto – um 'defunto-autor'. Isso é algo bem singular, porque ele poderia narrar como qualquer narrador em primeira pessoa, mas o fato de estar narrando do além-túmulo traz uma camada de originalidade e crítica. Assim, ele pode falar de si mesmo e dos outros com uma distância que normalmente não se vê em narradores-personagem ainda vivos.
Analisando as alternativas, vamos descartando as que não fazem sentido. A letra a) fala de narrador em terceira pessoa e total isenção, o que não acontece aqui, já que o narrador está na primeira pessoa e é muito presente na narrativa. A letra b) menciona um narrador-onisciente tradicional, com postura moralizante e linear, o que não acomoda o narrador do romance, conhecido por seu sarcasmo e ironia, além de sua estrutura não linear. A letra c) sugere um narrador-testemunha que não relata suas experiências, o que claramente não é o caso, pois o narrador relata sua própria história. A letra d) fala em anulação da subjetividade e uma voz coletiva, o que não condiz com a voz bastante singular e individual do narrador.
Já a alternativa e) é a que melhor descreve a situação: o narrador é uma personagem que narra em primeira pessoa, mas seu diferencial é narrar do além-túmulo, criando uma perspectiva única, com distanciamento crítico que os vivos não poderiam ter. Isso é exatamente a inovação de Machado com essa obra.
Portanto, o gabarito correto é a letra e).
Analisando as alternativas, vamos descartando as que não fazem sentido. A letra a) fala de narrador em terceira pessoa e total isenção, o que não acontece aqui, já que o narrador está na primeira pessoa e é muito presente na narrativa. A letra b) menciona um narrador-onisciente tradicional, com postura moralizante e linear, o que não acomoda o narrador do romance, conhecido por seu sarcasmo e ironia, além de sua estrutura não linear. A letra c) sugere um narrador-testemunha que não relata suas experiências, o que claramente não é o caso, pois o narrador relata sua própria história. A letra d) fala em anulação da subjetividade e uma voz coletiva, o que não condiz com a voz bastante singular e individual do narrador.
Já a alternativa e) é a que melhor descreve a situação: o narrador é uma personagem que narra em primeira pessoa, mas seu diferencial é narrar do além-túmulo, criando uma perspectiva única, com distanciamento crítico que os vivos não poderiam ter. Isso é exatamente a inovação de Machado com essa obra.
Portanto, o gabarito correto é a letra e).