Ingrid Nunes
EQUIPE
13/09/2026 • 22:01
Essa questão aborda um tema muito interessante e fundamental: a experiência da leitura individual, especialmente no contexto da literatura. Michèle Petit destaca que ler não é simplesmente uma atividade técnica ou escolar, mas uma experiência muito mais profunda e pessoal, um 'espaço íntimo' onde o sujeito constrói sua subjetividade.
Primeiro, vamos entender que a leitura da literatura permite que o leitor interaja com o texto de forma ativa. Não é apenas captar a mensagem objetiva, mas interpretar, sentir, projetar suas próprias experiências e pensamentos. Essa interação faz com que a leitura se torne um processo transformador e plural, diferente para cada pessoa, pois o texto literário é polissêmico, ou seja, possui múltiplos sentidos e interpretações.
Agora, analisando as alternativas: a letra (a) está incorreta porque fala em buscar um sentido único e científico do texto, evitando projeções pessoais, o que vai contra a ideia da subjetividade e múltiplos sentidos.
A letra (b) também está errada porque define a leitura como passividade intelectual, além de desvalorizar a experiência simbólica, que é justamente o que Michèle Petit valoriza.
A letra (c) está correta, pois reconhece que a leitura literária é um ato constitutivo do sujeito, que ocorre por meio de um movimento de alteridade, onde o leitor é transformado e novo significado é criado conforme suas experiências pessoais.
A letra (d) está incorreta porque desvaloriza a leitura literária, associando-a apenas à imaginação negativa, excluindo sua função formadora.
A letra (e) também incorreta, pois tenta reduzir a leitura a um processo mecânico de decodificação para evitar a polissêmia, o que contraria a natureza plural e aberta da leitura literária.
Portanto, a alternativa correta é a letra (c).
Primeiro, vamos entender que a leitura da literatura permite que o leitor interaja com o texto de forma ativa. Não é apenas captar a mensagem objetiva, mas interpretar, sentir, projetar suas próprias experiências e pensamentos. Essa interação faz com que a leitura se torne um processo transformador e plural, diferente para cada pessoa, pois o texto literário é polissêmico, ou seja, possui múltiplos sentidos e interpretações.
Agora, analisando as alternativas: a letra (a) está incorreta porque fala em buscar um sentido único e científico do texto, evitando projeções pessoais, o que vai contra a ideia da subjetividade e múltiplos sentidos.
A letra (b) também está errada porque define a leitura como passividade intelectual, além de desvalorizar a experiência simbólica, que é justamente o que Michèle Petit valoriza.
A letra (c) está correta, pois reconhece que a leitura literária é um ato constitutivo do sujeito, que ocorre por meio de um movimento de alteridade, onde o leitor é transformado e novo significado é criado conforme suas experiências pessoais.
A letra (d) está incorreta porque desvaloriza a leitura literária, associando-a apenas à imaginação negativa, excluindo sua função formadora.
A letra (e) também incorreta, pois tenta reduzir a leitura a um processo mecânico de decodificação para evitar a polissêmia, o que contraria a natureza plural e aberta da leitura literária.
Portanto, a alternativa correta é a letra (c).