Equipe Gabarite
EQUIPE
01/09/2026 • 10:02
Essa questão trata de um tema muito importante na atuação do psicólogo no contexto do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), especialmente em serviços voltados a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. O foco aqui está nas contradições ético-metodológicas que surgem quando a gestão local, pressionada pelo Judiciário, exige laudos preditivos para avaliar potencial de reincidência criminal, baseados em traços de personalidade, o que vai contra as orientações técnicas do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
É essencial entender que a Psicologia Social e de Assistência Social privilegia uma abordagem que valoriza o contexto socioeconômico, familiar e as vulnerabilidades do adolescente. Laudos com caráter estritamente preditivo, que pretendem rotular indivíduos como propensos a reincidir na criminalidade baseando-se em traços de personalidade, não só carecem de fundamentação científica como também reforçam estigmas e podem violar direitos humanos.
Além disso, o papel do psicólogo no CREAS deve ser protetivo e de acolhimento, analisando a trajetória de vida do adolescente, identificando vulnerabilidades, fortalecendo redes de suporte, e não atuando como agente de controle punitivo. Assim, o psicólogo precisa recusar a avaliação meramente preditiva, conforme indicam as Referências Técnicas do CFP, priorizando sempre a análise contextual e colaborativa para a reinserção social do jovem.
Analisando as alternativas, somente a letra 'e' mostra uma compreensão correta desse conflito ético-metodológico e sugere a postura adequada do profissional diante da pressão institucional, que é recusar a avaliação preditiva e priorizar o olhar sobre as vulnerabilidades.
Portanto, o gabarito é a alternativa e.
É essencial entender que a Psicologia Social e de Assistência Social privilegia uma abordagem que valoriza o contexto socioeconômico, familiar e as vulnerabilidades do adolescente. Laudos com caráter estritamente preditivo, que pretendem rotular indivíduos como propensos a reincidir na criminalidade baseando-se em traços de personalidade, não só carecem de fundamentação científica como também reforçam estigmas e podem violar direitos humanos.
Além disso, o papel do psicólogo no CREAS deve ser protetivo e de acolhimento, analisando a trajetória de vida do adolescente, identificando vulnerabilidades, fortalecendo redes de suporte, e não atuando como agente de controle punitivo. Assim, o psicólogo precisa recusar a avaliação meramente preditiva, conforme indicam as Referências Técnicas do CFP, priorizando sempre a análise contextual e colaborativa para a reinserção social do jovem.
Analisando as alternativas, somente a letra 'e' mostra uma compreensão correta desse conflito ético-metodológico e sugere a postura adequada do profissional diante da pressão institucional, que é recusar a avaliação preditiva e priorizar o olhar sobre as vulnerabilidades.
Portanto, o gabarito é a alternativa e.