Uma professora de 42 anos, com jornada diári...

Uma professora de 42 anos, com jornada diária de 6 horas em sala de aula, procura atendimento fonoaudiológico relatando piora progressiva da voz ao longo do dia, fa...


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Uma professora de 42 anos, com jornada diária de 6 horas em sala de aula, procura atendimento fonoaudiológico relatando piora progressiva da voz ao longo do dia, fadiga vocal, esforço para falar e episódios recorrentes de rouquidão nos últimos oito meses. À avaliação perceptivo-auditiva, observam-se soprosidade e tensão, com pistas sugestivas de fechamento glótico incompleto à fonação. A avaliação laringológica evidencia lesão organofuncional em prega vocal, compatível com o quadro de uso vocal intenso relatado.

Considerando o quadro clínico apresentado e os critérios que fundamentam a tomada de decisão terapêutica em disfonias, assinale a alternativa que apresenta o julgamento mais adequado quanto à conduta fonoaudiológica prioritária.

Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    01/09/2026 • 07:02
    Essa questão aborda um caso clássico de disfonia em um profissional que faz uso intenso da voz, característica comum em professores. A fala apresenta sintomas como fadiga vocal, rouquidão e esforço para falar, com evidências clínicas de lesão na prega vocal, sugerindo um problema organofuncional decorrente do uso vocal inadequado.

    Antes de tudo, é importante entender que a reabilitação vocal em casos como este envolve técnicas para ajustar o comportamento vocal, promover equilíbrio na fonte glótica (as pregas vocais), além de orientar sobre higiene vocal, para evitar agravamento e melhorar a qualidade da voz. Repouso absoluto da voz ou somente exercícios respiratórios isolados não são suficientes, pois o uso vocal deve ser trabalhado de forma específica e funcional.

    A adaptação do ambiente de trabalho é importante, mas nunca deve ser a única intervenção, já que o problema está no uso vocal e no comportamento da pessoa ao falar. Quanto ao encaminhamento cirúrgico, ele não deve ser imediato e deve ser precedido e seguido por um trabalho fonoaudiológico para garantir melhores resultados e evitar recidivas.

    Dessa maneira, a conduta fonoaudiológica prioritária adequada é a reabilitação vocal com técnicas para ajuste do padrão vocal e orientação de higiene vocal, conforme descrito na alternativa a).
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